sexta-feira, 13 de julho de 2018

O bater de asas




Nos confins do mundo conhecido, a borboleta bateu as asas douradas, santo e senha do efeito de onda lento e progressivo da ascensão.

Magma em ebulição a bulir com as raízes cansadas que se rendem com o estertor da árvore quando é derrubada, e as amarras mentais vão sendo desgastadas na disfarçada loucura da escravização a que chamam racionalidade civilizacional.

Outras, as vides fortificadas, libertas das raízes do ego/individualismo ganham asas, são hostes numericamente pequenas embebidas do sal da terra e da essência do céu, como pássaros em migração, ajustam o V da formação, energia taquiónica, poder de tração, são a força de elevação.

No tempo do não tempo tudo se cumpre no plano de Deus (Consciência Suprema)

A. (Vozes da Terra)


quinta-feira, 12 de julho de 2018

Madrugada minha


É na madrugada que a luz é mais pura

Na ténue escuridão que luta por vencer

Não engalanada pelo que acredita ser

Contém em si a força do sol por nascer

terça-feira, 10 de julho de 2018

O caminho espiritual - Wu Jyh Cherng


Um caminho espiritual não é um caminho onde se busca benefício exclusivamente pessoal, onde o mundo deixa de ter importância. Por isso, a sinceridade interior é essencial para podermos alcançar o estágio de caminhantes. 

Sinceridade significa fidelidade, lealdade e honestidade, consigo próprio e com os outros.

Então, para retornarmos ao Tao, ao Absoluto, temos que primeiro recuperar o nosso bem-estar e a nossa paz interior. A partir desta condição, podemos encontrar o silêncio e a quietude interior, abandonando uma identidade egóica e trilhando um caminho que está além da forma e das linguagens. E, ao trilhar este caminho, integrando-o na nossa vida diária, vamos-nos unindo ao Tao.

Wu Jyh Cherng

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Diluir nas Águas Sagradas e Entregar


DILUIÇÃO

O que é um processo espiritual? O que é fazer processo?
Fazer um processo espiritual é deixar-se diluir nas águas.
A diluição é um comando poderoso da alma.
A alma dilui-se no Universo. Dilui-se na energia.
E essa diluição no todo é o que faz com que a alma seja parte do todo, parte do Universo. É nesse diluir que mora o segredo da comunhão.
O ser humano, tal e qual como está, tal e qual como vive nessa energia densa aí em baixo, não está minimamente preparado para se diluir.

Ele pensa que é matéria, não sabe que é energia. Se ele soubesse que é energia, sendo a matéria um mero invólucro, que serve para carregar as limitações físicas que atraiu para poder trabalhar as suas fragilidades…
Se ele soubesse que a sua parte energética é a sua parte mais poderosa…Se ele soubesse que só se diluindo como físico, só se diluindo como espírito ele encontrará a dimensão da alma e finalmente se poderá fundir…

Se ele soubesse que o acordo que firmou antes de encarnar lhe traz o dever de se diluir em energia para melhor fazer a fusão que lhe irá devolver a unidade…Se ele soubesse…
– E como fazer para diluir? Para chegar à frequência da alma? É fácil: Diluir é deixar que cada coisa aconteça quando tem de acontecer.
Se alguém de quem gostas te faz mal, por exemplo, deves chorar. Chorar de tristeza. Chorar de tristeza por teres atraído alguém assim, que é tão infeliz ao ponto de magoar quem lhe quer bem. Só isso.
Só assim te irás diluir na própria emoção que sentes, e nunca, nunca bloquear uma dor.
Aos poucos vais-te habituando à ideia de que a vida traz emoções alegres e tristes, e que tudo flui se não deixares escapar nada.
Sentir, sentir, sentir.
Mas as pessoas não fazem isto. Não se diluem em emoções adversas. As pessoas ficam zangadas, ficam com raiva, culpam as outras, ficam endurecidas, e continuam as suas vidas com um nó no peito, provocado por emoções que se recusaram a aceitar.
Como eu sempre digo, não é preciso aceitar o facto de nos fazerem mal, mas é preciso aceitar vivenciar a emoção que esse acontecimento traz.”

Diluir nas Águas Sagradas e Entregar

Alexandra Solnado
In O Livro da Luz