"Flor amarela
(Luz e espírito)
Canta sozinha
Para Ninguém.
Espírito de ouro
(Luz e vazio)
Canta sozinho
Sem uma palavra.
Que ninguém toque este suave sol
Em cujo escuro olhar
Alguém desperto está.
(Sem luz, sem ouro, sem nome, sem cor
E sem pensar:
Totalmente desperto!)
Céu de ouro
Canta sozinho
Para ninguém."
Thomas Merton
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domingo, 16 de março de 2014
Mestres e Poesia - Rabindranath Tagore
"Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!"
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!"
Rabindranath Tagore
Mestres e Poesia - Paramahansa Yogananda
"Mas
quando eu for somente um sonho para ti,
Voltarei
para te lembrar que também não passas
De um
sonho do meu Bem-Amado Celestial.
E quando
souberes que és um sonho,
como eu
agora sei,
Estaremos
despertos Nele para sempre"
Paramahansa Yogananda
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Janelas da Alma
Acomodei-me num cantinho do tempo daqueles
que são só da gente
O chá sempre presente na ansiada solidão
tirei sortes entre os poetas
Folheava ao acaso sem ordem ou reparo ou
sequer intenção
Pablo Neruda, Florbela Espanca, Machado de
Assis, Sophia de Mello Breyner, Vinícius de Morais, Cecília
Meireles…coincidência ou imaginação?...
Estes e uns tantos mais, confabularam hoje
em orquestrada conspiração, nas mais belas odes à expressão fundamental, aquela
que o saber ancestral diz ser a janela da alma.
De par em par ofertei-vos o meu olhar que
se estende nas páginas impressas do vosso e do meu sentir.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Puentes
Homenagem à escritora Elsa Bornemann, que há poucos dias fez a sua passagem. Um dos seus mais belos poemas, "Puentes".
Yo
dibujo puentes
para que me encuentres:
Un puente de tela,
con mis acuarelas...
Un puente colgante,
con tiza brillante...
Puentes de madera,
con lápiz de cera...
Puentes levadizos,
plateados, cobrizos...
Puentes irrompibles,
de piedra, invisibles...
Y Tú...¡Quién creyera!
¡No los ves siquiera!
Hago cien, diez, uno...
¡No cruzas ninguno!
Más... como te quiero...
dibujo y espero.
¡Bellos, bellos puentes
para que me encuentres!
para que me encuentres:
Un puente de tela,
con mis acuarelas...
Un puente colgante,
con tiza brillante...
Puentes de madera,
con lápiz de cera...
Puentes levadizos,
plateados, cobrizos...
Puentes irrompibles,
de piedra, invisibles...
Y Tú...¡Quién creyera!
¡No los ves siquiera!
Hago cien, diez, uno...
¡No cruzas ninguno!
Más... como te quiero...
dibujo y espero.
¡Bellos, bellos puentes
para que me encuentres!
Elsa Bornemann
segunda-feira, 4 de março de 2013
Tão perto vos sinto
Tão perto vos sinto
Heróis do meu cansaço
Tão diferentes e iguais
Mar de desafio
Nas ondas do vosso canto
Adormeço e sorrio
Sonhos de alva espuma
Forma onde Deus se situa
Coração prenhe de luz
Tão perto vos sinto…
A.
4 de Março de 2013
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