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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Um conto - Deus onde estás?


Deus onde estás?

A determinada altura da sua vida um homem despertou para a inquietação do vazio existencial e enveredou por uma intensa busca espiritual.
Encontrou de tudo, desde credos paliativos cujas teorias não colmatavam as suas dúvidas, fanatismos enraivecidos que matavam e amaldiçoavam, em nome de Deus…mas mais que tudo, encontrou os espiritualistas profissionais cujo portfólio tem de tudo:  conselhos, mézinhas, rituais q.b., com hora marcada, por encomenda expresso, serviços eficazes com tabelas condizentes,  nada falta ao cliente… 
O nosso personagem enredou-se na teia mais abrangente, actualmente, dos Véus de Maia. A sua busca tornou-se num circuito de desilusão, cansaço, descrença, e quase desistência.
Um dia, ao fazer aquela que se propôs ser a sua última peregrinação, encontrou-se frente a um comprido e alto muro, no qual a luz solar por estranha configuração projectava uma sombra de contorno enorme, magnífica, esplendorosa.

 E o homem pensou:
- Afinal valeu a pena toda este trabalho e carga de  enganos e desilusões, creio que finalmente encontrei Deus.

E munindo-se de coragem gritou para a sombra:
- Deus estás aí? Deixa-me entrar…

E Deus respondeu:
- Filho meu claro que estou aqui…como sempre estive, em Ti…o que vês é a tua própria sombra… e por favor, agora que estás crescido deixa de brincar às escondidas comigo,  não me aprisiones mais…DEIXA-ME SAIR!....

Vozes da Terra

11 de Julho de 2013

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Maturidade do Espírito






A maturidade do espírito expande-se como uma aurora boreal.

Ao abrir essa porta que está ao alcance de todas as mãos, tal como Alice, quando chega ao “País das Maravilhas” apercebemo-nos da realidade paralela à nossa realidade, e não conspurcada por ela.

No entanto a atenção deve ser redobrada, pois com facilidade alguns seres se desajustam da mais básica compaixão, da amorosa atenção com o semelhante, o que os leva, por vezes, a um acúmulo de arrogância de se acharem além das necessidades dos demais, de se desidentificarem com as vertentes das vivências humanas. São por vezes sintomas de um egocentrismo patológico que sempre fez parte da sua “persona” e que se alojou disfarçadamente numa distorcida interpretação do auto-crescimento individualizado, preconizado para a era que ansiamos.

Estes desajustes criam a ilusão de um Céu murado, com lugares reservados, para alguns seleccionados...

Nada justifica a falta do amoroso respeito, inteira compreensão e aceitação, para com as facetas “humanas” dos demais seres que nos rodeiam, pois esses continuam a ser os verídicos artífices que modelam a cada dia a sua obra, na via paralela, a de trazer o Céu à Terra...motivo, fim, e razão de cada encarnação.

Queridos amigos, que a cada dia se renove o trabalho de levar Luz à mente estereotipada, reconhecer a sua limitação... e permitir-mo-nos ser guiados pelo coração.



Abraço, em sentida harmonia



A.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Outros Estados de Consciência



                                                                    O Caminho para a transformação da Consciência Social, é,

em prioridade,  o da evolução da Consciência Espiritual.



Outros Estados de Consciência





Queridos Amigos



Alem dos EAC – Estados Alterados de Consciência, como sejam, entre outros, o estado de incorporação semi-consciente ou inconsciente ou a canalização, nas suas variadas vertentes, vamos debruçar-nos sobre outros estados de consciência.

Os EMC – Estados Modificados de Consciência, diferem dos anteriores na medida em que são normalmente provocados por estímulos exteriores, o que pressupõe uma escolha individual.

Entre estes, podemos separar nitidamente os que podem levar a patamares de ascensão, e os que promovem estados autodestrutivos.

Estes últimos, arrastam pesadas e graves consequências para o sistema físico e astral.

Nesta categoria, temos a intoxicação pelo álcool, pelos fármacos, pelas drogas, pelo tabaco.

Estes agentes intoxicantes, além de provocarem a habituação e a dilaceração do corpo etérico, acabam por causar danos graves no corpo físico.

Os EMC desta categoria promovem também, alterações do veículo emocional e da personalidade, acrescidos que são, e de forma negativa, pela energia deletéria de entidades astrais sintonizadas com a adição a estas substâncias.

Sabemos, que pelo tipo de vibração emitida, atraímos, sempre e continuamente, energias afins.

Estas por sua vez têm a capacidade de estimularem no usuário, quer a adição, quer as facetas de personalidade que a intoxicação exacerba, como por exemplo o entorpecimento mental, a ira, o desenraizamento do seu meio ambiente, além do agravamento de patologias de foro psíquico que possam existir.

Mas assinalemos agora algumas práticas, que devidamente assimiladas, podem elevar a consciência a um estado de libertação dos padrões ditos normais, promovendo uma expansão, além dos limites da consciência vigilante.

Nesta categoria podemos considerar :



A Meditação – O Yôga – O Budo ( artes marciais) – Terapias Energéticas



Outras existem, menos comuns ou acessíveis, como o estudo profundo do Sufismo ou da Cabala, assim como Ritos Iniciáticos Herméticos, e outros.

Estas práticas, conduzem de forma natural e gradual, a uma maior lucidez, focalização, a uma via de transcendência para uma consciência superior.

Estes estados, visam e proporcionam o auto-conhecimento, e a interacção harmoniosa do Eu com o Todo.

Nestes processos, alem do fenómeno cognitivo, acontecem também alterações do humor, emocionais, e até de personalidade, que pela qualificação

vibracional, elevam as pessoas ao patamar do transpessoal.

O Estado Transpessoal, é a obtenção gradual da transformação completa do Ser.

Do deixar para trás o individualismo egóico, pela assunção da unicidade plena, onde até o perdão já não fará sentido, pois ninguém fere, ou será ferido, onde o altruísmo real, será a base da consciência da nova humanidade.



Abraço fechado,



A.

































































































quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Desejo


“ Só há um princípio motor: a faculdade de desejar”

Aristóteles


Vamos reflectir sobre esta palavra tão maltratada, incompreendida e quantas vezes conotada com perversidade, ou estados viciosos.
Antes de mais, devemos desfocar-nos daquela que é a expressão mais utilizada “desejo sexual”.
A valorização deste aspecto do desejar tem tanto de ignorância como de limitativo, no entanto serviu o objectivo dos poderes vigentes, de denegrir, o conceito de “desejo”.
Queridos amigos, o desejo é a energia que, entre muitas outras coisas, promove:
 - o fazer - o mudar -  o aprender - o expandir -  o crescer - o superar, (até ao próprio desejo  quando este se torna desbalanceado).
Desejar não pressupõe carência ou necessidade, foi e é, o campo onde o homem pode exercitar o gatinhar, o caminhar, o voar.
Toda acção que emitimos, desde a mais ínfima à mais grandiosa, está baseada num desejo.
Sem este, seríamos os autómatos duma programação existencial, onde o livre arbítrio não faria qualquer sentido.
A fobia do desejar, bastante fomentada actualmente por algumas linhas filosóficas, está baseada, apenas, na errada e descontextualizada interpretação dessas mesmas filosofias.
Meus queridos, tal como as emoções devidamente entendidas e canalizadas, o desejo é para ser percebido, qualificado e vivenciado, pelos parâmetros que o nosso Espírito vai delineando.
A experiência, continua a ser a razão de cada encarnação, o desejo é a locomotiva, e a expansão consciencial é o bom condutor, que a conduz a outros, e mais elevados patamares dimensionais.
A dependência ou independência individual, não depende do quanto, e do que se deseja, mas sim de aprender a conhecer, a fronteira onde o desejo nos impulsiona, ou onde nos oprime. Ou mais ainda, onde nos aprisiona na inércia, pelo medo…de desejar…
Que força interior senão o desejo, nos faz estudar, partilhar saberes, colaborar, superar facetas, ser prestativo, ser amigo, ser mais SER a cada dia?....

“ A medida de uma Alma, é a dimensão qualitativa dos seus desejos”
Gustave Flaubert

A.








domingo, 20 de março de 2011

Regeneração


Que melhor data que a do Equinócio da Primavera para uma reflexão sobre “regeneração”.
Pelas plataformas dimensionais os seres vão mondando a seara, quantas vezes sem a percepção de que não saem do mesmo chão, fazendo vivências simultâneas, nas mais variadas frequências vibracionais.
O ser holístico absorve do subconsciente (Akasha) a radiação predominante que vai impregnando os diversos corpos dimensionais. Aquilo a que é dado chamar de expansão ou maturidade consciencial, nada mais é que fazer uso dos três Tês:

-Transferir – de forma gradual o acervo para o plano do mental superior

- Transmutar – reconhecer, trabalhar e curar as feridas da alma

-Transcender – para o plano búdico ou espiritual ( o ser regenerado, renascido)

Fazendo uso da regra de Aristóteles “Cada um receberá em conformidade com seus méritos ou necessidades”, esta afirmação aparentemente simples, é na realidade a promessa celeste de que cada um recebe a cada momento as alfaias devidas, não para sua auto-complacência, mas para sua remissão.
“Cuidado com o que pedes, pode ser-te concedido”, por vezes, o que parecem ser respostas a desejos e almejos, são ferramentas probatórias, códigos, que apenas a consciência superior pode decifrar. Nunca uma benesse divina servirá de “prémio” ao desejo do ser.
Toda benesse, e se é divina, tem como meta, o plus–ultra do ego, na reposição da harmonia entre as almas envolvidas.
Porque toda alma, faz parte de um grupo, duma família de almas, onde cada uma é, (ou deveria ser) o suporte ascensional das outras.
Vemos, para alem do olhar, a frágil veste espiritual que cobre as fúrias combatentes do mundo astral. Nestes campos, e nas horas de sono, são muitos os que ali se comprazem nas lutas acérrimas, ódios antigos, alimentados ainda, pelas frustrações diárias das suas opções de vida, e incendiados pelas marcas traumáticas dos seus passados.
Quando acordados, e sob uma fina camada do verniz da convencionalidade, proclama-se um bem-estar nunca conhecido, um amor nunca sentido, uma paz nunca vivida.
A receita que permite a transcendência deste estágio é a simplicidade. É o despir todas as capas e máscaras, formadas pelo orgulho, preconceito, complexos, insegurança, medo. É o permitir a emersão da criança interior, doce e purificada, e tal como proclamou o Mestre, “nascer de novo, da Água e do Espírito”



"Paz, aos Homens de Boa Vontade "

A.



20 de Março de 2011

Salto de Fé

“Queridos Amigos”, com esta frase de saudação, costumamos dar inicio, à tarefa destas partilhas de Almas.
No pronúncio de uma atribulada Primavera, trazemo-vos a nossa Paz.
Dentro das coordenadas temporais terrenas, ultrapassamos o marco de três anos nos quais tivemos o privilégio de servir.
Neste já longo percurso, são centenas as mensagens expressas pelo meio da escrita, e ainda na forma verbalizada.
Todo o acervo conceptual dos alertas contidos nestas mensagens, é baseado na razão fundamental da existência das mesmas, que é, criar fissuras no casulo que força a humanidade para uma massificação manipulável, e para um percurso já largamente alcançado, o da robotização psico/emocional.
No pleno e respeitado direito ao livre arbítrio individual, mais não podemos, que assinalar as saídas de emergência do dirigível ilusório onde a humanidade embarcou.
Este, é decorado com uma aparente liberdade, onde as escolhas são baseadas no ar que ali se respira, que é o medo, no individualismo perverso, no egocentrismo. “Dividir para reinar”, este antigo lema continua a ser válido para a “matrix”, na batalha silenciosa destes momentos de mudança.
Quantos seres ouvem, mas não escutam, olham, mas não vêem, deslocalizam-se ou desidentificam-se dos apelos da Consciência Suprema, que mais não é, que a deles também.

Muitos foram os chamados
Que muitos sejam, os escolhidos

Meus queridos, cada consciência, cada entidade, faz a diferença.
Uma única vibração gerada em, e por amor, gera um potencial de concretização mil vezes superior a muitas vibrações de baixa índole, de ódio, de indiferença para com os outros, de separatividade.
Sintam, o tempo é chegado....
De ler confiança, no olhar onde se revêem
De plasmar amor na palavra que edifica
Que nunca exista o vazio, entre a tua mão e a mão do outro
De perceber que o que te sobeja noutro carece
De saber, que qualquer acção, repercute de imediato em ti,
antes ainda, de chegar ao outro
Está na hora, de libertar do casulo, da borboleta voar

Está na hora, do Salto de Fé...

O Grupo 11

17 de Março de 2011