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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Diluir nas Águas Sagradas e Entregar


DILUIÇÃO

O que é um processo espiritual? O que é fazer processo?
Fazer um processo espiritual é deixar-se diluir nas águas.
A diluição é um comando poderoso da alma.
A alma dilui-se no Universo. Dilui-se na energia.
E essa diluição no todo é o que faz com que a alma seja parte do todo, parte do Universo. É nesse diluir que mora o segredo da comunhão.
O ser humano, tal e qual como está, tal e qual como vive nessa energia densa aí em baixo, não está minimamente preparado para se diluir.

Ele pensa que é matéria, não sabe que é energia. Se ele soubesse que é energia, sendo a matéria um mero invólucro, que serve para carregar as limitações físicas que atraiu para poder trabalhar as suas fragilidades…
Se ele soubesse que a sua parte energética é a sua parte mais poderosa…Se ele soubesse que só se diluindo como físico, só se diluindo como espírito ele encontrará a dimensão da alma e finalmente se poderá fundir…

Se ele soubesse que o acordo que firmou antes de encarnar lhe traz o dever de se diluir em energia para melhor fazer a fusão que lhe irá devolver a unidade…Se ele soubesse…
– E como fazer para diluir? Para chegar à frequência da alma? É fácil: Diluir é deixar que cada coisa aconteça quando tem de acontecer.
Se alguém de quem gostas te faz mal, por exemplo, deves chorar. Chorar de tristeza. Chorar de tristeza por teres atraído alguém assim, que é tão infeliz ao ponto de magoar quem lhe quer bem. Só isso.
Só assim te irás diluir na própria emoção que sentes, e nunca, nunca bloquear uma dor.
Aos poucos vais-te habituando à ideia de que a vida traz emoções alegres e tristes, e que tudo flui se não deixares escapar nada.
Sentir, sentir, sentir.
Mas as pessoas não fazem isto. Não se diluem em emoções adversas. As pessoas ficam zangadas, ficam com raiva, culpam as outras, ficam endurecidas, e continuam as suas vidas com um nó no peito, provocado por emoções que se recusaram a aceitar.
Como eu sempre digo, não é preciso aceitar o facto de nos fazerem mal, mas é preciso aceitar vivenciar a emoção que esse acontecimento traz.”

Diluir nas Águas Sagradas e Entregar

Alexandra Solnado
In O Livro da Luz

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

“Amo-te, logo sou livre e tu também”

“Amo-te, logo sou livre e tu também”




Entre voltas e voltas pelos ciclos dos dias lá volta o ensejo, para voltar a falar de Amor, na versão do amor a dois.



“Amo-te, logo sou livre e tu também”,esta frase do querido amigo J.A. é propulsora deste sentir.



Por diversas vezes temos falado do amor real, aquele que não se baseia em qualquer tipo de dependência ou necessidade.

Continua no entanto, a ser uma fórmula incompreensível para muitas pessoas.

- Amor / Desejo –Amor / Vontade – Amor / Carência – Amor / Domínio –



Ama-se, porque se precisa do outro, seja lá para o que for…



São estas, as facetas do amor que revestem a maior parte dos relacionamentos.

Por isso, e com isso, criamos o chamado sofrimento por amor. A graduação do amor não é uniforme, nem uma competição.

Cada ser humano na sua múltipla diversidade de vivências cármicas e de missão de vida, tem formas e posturas diferentes de expressar o amor.

Cada ser humano deve abrir-se á percepção dessas tantas formas, e suprimir as barreiras limitantes dos amores novelescos.



“se alguém não te ama como tu queres, não significa

que não te ame da melhor forma que consegue”



Isto é a rejeição da vontade egóica, isto, é a liberdade.

Mais ainda, nestes tempos de profundos acertos cármicos, em que vivemos muitas vidas numa só vida, quantos amores existem:

- desencontrados – desacertados – incongruentes – incompreendidos, e no entanto...tão sublimes, profundos, eternos.

Em paralelo com esta compreensão e aceitação, gera-se a liberdade total, em que sem apego, medo ou expectativa de receber, podes emitir o belo dizer:



Amo-te



Seja este entendido ou não, partilhado ou ignorado, é o teu fogo sagrado, a tua essência divina, que como semente fecunda, espraias pelas searas universais.

E o Amor / Liberdade cresce em ti, faz parte de ti, porque não precisas de “um destino”  a quem dedicar o teu amor.



Tu, és o Amor



A.



( do livro Ponte de Palavras )


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Maestria


A  Maestria



A maestria é um dom,

Que nasce no coração

Nos séculos aprimorada

Em cada vida resgatada



Qual árvore abençoada

Só se sabe realizada

Na cor forma e sabor

Dos frutos que gerou





Maestria, é ser esteio e prumo que nada pode abalar, a estação acaba e é preciso mondar, na mais perfeita harmonia que só um coração ardente de amor, pode, e sabe, conquistar.



A.