quarta-feira, 30 de março de 2011

Real Academia

Nas nossas relações quotidianas, mais ou menos próximas, curtas ou longas, recentes ou antigas, mais que vermos “amigos” ou “inimigos” devemos ver instrutores.
Neste planeta escola, de provação, todos somos instrutores uns dos outros.
Toda a nossa postura deve pautar-se pela de um estudante :
- curiosidade – interesse – assiduidade – análise - pesquisa – prática – assimilação.
Desde os gestos mais habituais ou insignificantes, aos grandes dramas vivenciais de ordem psico/emocional ou sentimental, tudo é matéria aproveitável para o aluno atento.
Porque é disso que se trata meus amigos, obter o melhor aproveitamento de cada ano escolar (encarnação).
No modelo educacional normal, somos confrontados com os compêndios que visam á formação ou formatura da nossa mecanização como peças da grande engrenagem de realização e exploração material.
Nos últimos séculos, este modelo foi ganhando força, na mesma medida em que diminuía o nosso “hado”, ou seja, as energias subtis da consciência.
Gradualmente, foram-se desvanecendo os canais de comunicação de, e para os reinos superiores, origem da nossa procedência.
No entanto, essa continua a ser a razão primordial do ciclo reencarnatório, a de aprimorar, pela experimentação, a evolução a que todos estamos sujeitos.
Como ferramentas prestáveis, somos agraciados com todos aqueles que nos rodeiam, e que em diferentes graus evolutivos:


- nos mostram novos caminhos
- permitem-nos fazer revisão de matéria dada
- com quem se executam projectos comuns de crescimento
- cordas seguras nas escaladas – portos de abrigo nas tempestades
- coração silencioso, presente, que apenas irradia


Temos também….


- os “pestinhas” da aula que a todos desconcentram
- os que elegeram a ingrata tarefa de arreliar e maltratar
- os senhores do mundo da matéria, que nos fazem duvidar
- os guerreados de todos os tempos, que vêm aqui a guerrear
- os repetentes, sábios e eloquentes, só lhes falta, saber amar


Queridos amigos, não existem árvores tortas ou direitas, a verticalidade está na rigidez do nosso olhar. Todos os seres com quem permutamos, são nossos abnegados professores.
A avaliação advém:
- não da pergunta, mas da nossa resposta
- não da acção mas da nossa reacção


Não existiria valia ou razão do nosso trabalho, sem o estímulo sempre certeiro dos nossos bem-amados instrutores…de todos eles
Temos o mesmo princípio de um diapasão, se colocarmos dois destes engenhos alinhados na mesma frequência, ao tocar num, o outro, e por ressonância, emite de imediato a mesma cadência e vibração.
Assim, devemos procurar alinharmo-nos na frequência vibracional da plena compaixão, no sentir, na resposta, na reacção.
Em meio ao infindável cortejo de instrutores, depararemos sempre, com aqueles que promovem a elevação, que nos transmitem o potencial da frequência da Real Academia, portal de acesso aos mundos ditosos, da Luz e do Bem.


Abraço fechado,


A.