sexta-feira, 28 de outubro de 2011

S/ Título



Não acorras ao apelo da minha Alma, permite-me...seria uma graça...quiçá um dia... desfrutar do apelo da tua, em que sem norma, hora ou obrigação, sinta a alegria do teu Ser, apenas e só pelo desejo  da vibração uníssona, que as vozes irradiam.
Não iluda a tua compaixão, o eventual ciciar das minhas lágrimas nas fibras sensíveis do teu coração, pois aquelas são, um corolário de alegria e gratidão
Como te posso explicar  que nada existe que me possas dar, talvez, e apenas ... que eu te possa saber em paz, em harmonia, feliz.
Como perceberes que esta ligação não é deste mundo, que a matéria, não tira nem põe grau ou intensidade a este fogo ardente, antigo e profundo, de Deus, um presente.
O que preciso está no ar que respiro, pois é o mesmo que te permite respirar, e o que mais preciso está no éter, lousa do supremo escultor que me ensinou a essência do amor.
Quando, e o que dás de ti, é uma chuva de água viva, que rega assim mesmo os meus campos pelos sagrados canais que nos unem.
O céu tal como o amor, tem razões que a razão desconhece e como tal a incompreensão do inconcebível, e impossível, pois assim se expressa a omnipotente e infinita sabedoria divina.
Eu sempre estarei nos sulcos de mel  do teu olhar,  na graça do teu sorriso infantil, no trigo que com teu verbo agitas, e sou, também, graal do amor que aos demais dedicas... na aparente diferença...tempo, espaço, separação ilusória...