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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Maio


Maio

Maio continua florido, numa antecipação do apogeu de que Junho é rei, o desabrochar das mais tímidas flores e o amadurecimento dos frutos veranegos

Mês duma luz única só comparável aos salões celestes nas noites de vigília, clarifica o que toca, dissolve as sombras das labutas da alma ...tanta magia..
 
E o céu, o céu de Maio é colcha estendida, passado presente futuro, todos os risos todos os nomes todos os ódios e amores, de todos os tempos, nela estão desenhados, presentes, aqui e agora...tudo é hoje...
 
 
Maio
 
 
 
A.

O Campo de Trigo





 
O Campo de Trigo

No campo de trigo as hastes emergem  na busca de bálsamo para as raízes que definham,  sequiosas de luz, contorcidas da dor dos reinos  de Hades,  de que  tentam libertar-se

Maio generoso, preenche com a tua Luz, eternamente, as brechas das mentes que a seca calcinou. No efémero trajecto deste mundo, que possam ver pelo sentir, a brisa da autenticidade, do amor compassivo, dos acordes da vibração espiritual.

 

A.

 

 

 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O Ego


 

 

O Ego….O que é?

 

 

Hoje em dia fala-se de Ego correntemente tal como se fala de auras, de chacras, de carma, no entanto quase sempre se fala destes conceitos e factores com total desconhecimento de causa.

No caso do Ego tem ainda a agravante de que se tornou num vago conceito que parece desculpar e justificar tudo como se fosse algo irremediável como ser-se alto ou baixo…

Vamos então esmiuçar o que é isto de Ego, e de que forma podemos lidar com ele.

O Ego… somos nós… a componente mais pequenina, mais frágil daquilo que somos em termos cósmicos.

Gere a nossa personalidade, e esta, forma-se essencialmente pelo exemplo do colectivo onde estamos inseridos.

Desenvolve-se em paralelo com tudo o que nos assusta e alimenta-se das baixas emoções que consumimos.

 

É a capa com que nos disfarçamos

A roda da saia onde nos escudamos

O lençol com que tapamos a cabeça

 

Mas o ego, ou seja a nossa identidade, aquela que tomamos como real, é também criador!... é a vontade de….que nos impele a criar o que se quer…seja lá o que for…

O ego não pode ser combatido, mas pode, e deve, ser transcendido!...

Em paralelo com a integração e assimilação do conhecimento, que é a via de reencontro com o Espírito, o ego narcisístico dissolve-se, dando lugar à vontade, não do eu, mas sim do:

 

EU = Eu Superior – Self – Cristo Interno

 

Podemos então olhar o ego sob duas vertentes:

a)- o pequeno eu, confuso, que luta com os seus medos e limitações ao qual devemos reconhecer, e que esse reconhecimento se imbua de aprendizado constante

b)- o perceber que “ego” encobre umas tantas facetas as quais deixamos de nomear mais uma vez por medo de nos reconhecermos nelas, mas a veracidade exige que chamemos as coisas pelo nome:

 

– inveja – cobiça – arrogância – vaidade – insegurança – ciúme – orgulho – ambição – raiva – falsidade – medo,  e tantas outras emoções negativas que disfarçamos sob o manto dúbio do conceito “ego”

 

As condições mais apelativas da exacerbação do ego, estão contidas na necessidade de convencer, de ter razão, da discussão impositiva, que adquire  contornos de domínio e vampirização do outro, estas são as emoções básicas que alimentam os egos infantilizados. Todo ego exacerbado é a “constante” das almas jovens, imaturas.

O que em psicanálise se chama o id ou seja o pequeno eu, é a ideia do que somos, a realidade que moldamos, a forma como nos vemos, seja num reflexo inferiorizado ou sobrevalorizado.

Num adulto, este é composto, essencialmente, pela memória colectiva da humanidade, e pelas marcas das experiências da vida, deixando muito pouco espaço para o Eu Consciente, para a sábia Consciência lúcida, madura, compassiva, guardiã dos nossos pensamentos.

 

Como transcender?

 

A memória colectiva é a matéria-prima com que se nutre o nosso pequeno eu. Esta, é como se fosse o disco rígido já instalado num computador. Além dessa matéria, acrescentamos-lhe todos os nossos pensamentos soltos, desregrados, que captam toda a contaminação pensénica do ambiente planetário, recriando essa pseudo-realidade moldada nas impressões mais profundas do nosso Id; esse Id que é a razão da nossa existência, foi isso que viemos fortalecer, elevar a outro grau de vibração, em suma, transcender.

O desconhecimento é a alcova onde se geram todas as nossas dores, sofrimentos, dependências, frustrações, doenças, tristezas, mágoas…em suma, a infelicidade.

A qualidade dos nossos pensamentos são a causa e o efeito do nosso grau de desenvolvimento consciencial, do bom e do menos bom.  A distração contínua do dia-a-dia é o que impede a consciência de crescer, de se expandir, de amadurecer. Apela-se à interiorização, à concentração no positivo, no elevado, na saúde, na alegria, na aceitação pela compreensão.

 

Remédio santo para o equilíbrio do Ego ( e não só )

 

Conhecimento… mas que este alcance a suprema metamorfose, o processo alquímico de se tornar Sabedoria pela integração e assimilação do mesmo, nesta eternidade (eterna_idade) a que chamamos vida.

 

A.

 

8 de Outubro de 2012

domingo, 9 de setembro de 2012

Revisitar a VIDA


 

 
Pela voz de um amigo do tempo escutei a bela alegoria de que a nossa vida devia ser avaliada e vivida tal como é um dia, teríamos então:





 
 
- o amanhecer do dia seria o nascer da vida, a infância, a adolescência

- o meio do dia seria equivalente à vida de jovem, adulto, maturidade

- o final do dia, esse seria obviamente a velhice, o ocaso da vida

E tal como um dia que finda as vivências desse dia deviam findar, sem marcas.

E tal como um nascer de dia, a cada dia, a nossa vida devia renascer, na busca renovada do ambiente que nos rodeia, na redescoberta dos outros e principalmente (digo eu..) na de nós mesmos

Na concordância desta possível alegoria, acrescento que o melhor proveito deste revisitar a vida, a cada dia renovada, seria com certeza o proveito acelerado do que levamos séculos a peneirar, uma espécie de curso intensivo, onde é possível ocorrer a libertação das amarras que pesam ou bloqueiam os passos de cada um. Provavelmente o pior deste cenário, seria o exemplo do atleta que faz falsa partida, nem olha para trás, e fica a correr sozinho crendo-se já no pódio que nunca alcança, porque esqueceu que “a missão” é uma corrida de estafetas, e o testemunho, é a alma que vibra em crescendo, não pelo esquecimento, mas pela superação lúcida.
Os portais da superação são os degraus da ascensão = expansão da consciência.




 

 

Girassol

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Vida e o Sonho


Vida



Vida sem sonho é vida perdida

Bátega de água sem destino

Rega, sem campo ou cultivo



“O Sonho comanda a vida”

Ao inverter o paradigma

A vida, comanda o sonho



Vivo! o sonho de me saber

A juntar vontade e querer

A ser, o sonho pelo qual vivo



Estrela do meu horizonte, viver, é estar presente!

Na lucidez da mente, criar o sonho do renascer!

Ser-se humano, e vivo, é o doce abraço sonhado

E na senda dos teus passos, eternizado.





A.