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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Assistencialidade




 “Na vida, a perfeição é atingida, não quando nada mais existe para acrescentar, mas, quando não há mais nada para retirar”

 Saint Exupéry

 

O conceito da assistencialidade é por demais conhecido e aplicado em alguns meios filosóficos e espiritualistas.

A assistencialidade despojada, desprovida de qualquer interesse consciente, ou subliminar, é a essência mais pura duma fraternidade ampliada à sua máxima expressão.

Ouvimos com frequência a denominação “ Trabalhadores da Luz”, ao que preferimos chamar “Portadores da Luz”.

Todo Ser Humano é um Portador da Luz, no entanto, poucos são ainda os que fazem uso d`Ela.

 

“Muitos são os chamados, poucos os escolhidos” disse o Nazareno

 

Mas esta escolha é individual, somos, cada um por si, que optamos por fazer uso, ou não, da nossa Luz.

A necessidade de doação, é um apelo silencioso de toda Alma, que advém da procura primordial, da ansiada, ainda que inconsciente, fusão com o Todo.

Dentre as inúmeras formas em que se pode prestar assistencialidade a outro ser, uma existe, que como suave luva se adapta á nossa mão.

Estágio de vida, idade, condição social, nada é óbice à doação de amor incondicional em qualquer forma de assistencialidade.

Assim mesmo, e para concretizarmos essa faceta da nossa missão, nada precisamos acrescentar à nossa vida. O que precisamos é retirar, suprimir, todos os escolhos que nos impedem de ver, e usar, a Luz da qual somos portadores:

 

O Ego – pela necessidade de reconhecimento ou retribuição

O Julgamento – pela limitada e cega avaliação de quem merece, ou não merece

O Orgulho – de nos considerarmos inferiores, ou incapazes

O Medo – da crítica e do parecer social à nossa acção e viver

O Ressentimento – em que por desentendimentos pessoais se afastam os visados

A Mágoa – em que por sentimentos e emoções em desarmonia, se atinge os envolvidos

 

Queridos Amigos, o tempo é pouco e a seara é grande!

Está na hora…de retirar as vendas dos nossos olhos, os cadeados do coração!

Não devemos estar à espera do “ algo” que venha enriquecer a nossa vida, ou acrescentar supostas condições.

A riqueza, aquela que se requer e precisa, essa está em nós, somos nós, é um coração pleno de gratidão.

E que pela alquimia do amor se transforma no Farol que faz parte da nossa matriz.

Portadores da Luz, o tempo é chegado.

 

“Vive de tal forma que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade, e não deixes ninguém afastar-se de ti sem que leve um traço de bondade, ou um sinal de paz da tua vida”

Joanna de Ângelis



Este texto faz parte do livro “Ponte de Palavras”


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Bodhicitta

"Roubo do hoje a força, fazendo nascer o amanhã "

Rabindranath Tagore


Bodhicitta = Compaixão

É a árvore que abriga todos os seres à deriva e fatigados no caminho da existência condicionada.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Precisa de alguma coisa?






Precisa de alguma coisa?





Aquilo que precisamos, retorna a nós, rigorosamente, na proporção, medida,  e “qualidade” daquilo que doamos



Focalizemos a nossa reflexão sobre os receptores, aqueles que por norma, recebem.

Abundante é o acervo de pareceres acerca do conceito de doação quando gerado num verídico altruísmo. Quando doamos em generosidade, abrimos as comportas, iniciamos o processo de partilha, este só se completa, na medida da receptividade e ressonância frutífera, à nossa doação.

Nestes maravilhosos e únicos tempos de mudança, são inúmeras as fontes que o Universo colocou à disposição dos sequiosos do saber, do relembrar. Também nestes casos, se aplica a máxima “quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade”.

As escolhas que fazemos, e em tudo na vida, são a emissão de onda que vai retornar a nós, mais fortalecida, com o conteúdo que emitimos ou que sonegamos. Qual o teor nutritivo desse conteúdo que aproveitamos como receptores? Proveito, gratidão, passagem de testemunho? Sofregamente bebe-se de todos os açudes, sem se retirar o real provento dos mesmos…tão simplesmente porque, detemos o fluxo, barricamos em nós o conhecimento, a dádiva, e como uma pequena semente sem terra, esta morre, sem ter sequer nascido. Maioritariamente, ainda, os que buscam dádiva, consolo, serviços, raramente se colocam no papel de doadores, de consoladores, de servidores…

O nosso quinhão de terra, aquele onde podem germinar as nossas sementes, é a partilha franca, despojada.

Na procura de respostas e bem-estar procura-se aconchego na proximidade de outros seres com as mesmas inquietações, no entanto, ética e responsabilidade se requer e impõe. O cuidado primordial a ter é de manter o circuito energético em expansão, em doação, seja no nível individual, seja no grupal. Se o foco de trabalho se centra no individualismo egocêntrico movido pelo anseio básico de “receber” a corrente sinergética torna-se num processo de retro alimentação viciada e tóxica, e mantém-se igual, como um charco de águas paradas.

As Leis Cósmicas são imutáveis e sempre presentes…Carma = Causa e Efeito…





“Só recebe quem estiver preparado para dar”  Gandhi



A simplicidade deste ensinamento antigo é Lei : recebemos em conformidade com o que doamos!

Trabalho, presença, conhecimentos, meios, todos temos algo para doar, sem ser o que nos sobeja, mas aquilo que nos faz bem… o que aprendemos, o que recebemos, são as sementes que nos tocaram, e a seara, está ao nosso lado…

 Meus Queridos, nestes Tempos de Mudança, vamos mudar a agulheta que norteia os nossos medos! A saúde, a abundância, a paz, a alegria, são o resultado da libertação do foco na carência, no individualismo egoico, no comodismo.

Vamos espraiar a nossa Luz por esse imenso espelho que são todos os que nos rodeiam. Vamos elevar a vibração do nosso coração, que por ressonância, envolva tudo e todos no Planeta.



“Paz na Terra aos Homens de Boa-Vontade”





A.



29 de Maio de 2012