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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Para além do Tempo, do Espaço, da Matéria, O ALEPH é um Toque de Deus





Aleph pode ser comparado a um espelho interdimensional com que algumas pessoas se vêm agraciadas em algum período das suas vidas. Aleph é um portal, cujo acesso requer, uma, duas, ou mais chaves. 

Não sendo um prémio, mas pode ser considerado um facilitador para aqueles que estão prontos e disponíveis para o salto ascensional.

São estes, também, que carregam em si, o ónus de grandes responsabilidades positivas e negativas das suas múltiplas vidas. 

Pela conjuntura criada pelos códigos comuns de duas ou mais pessoas, gera-se a brecha em dimensão intemporal, que permite o acesso às vivências mais marcantes dos personagens, recriando dons, sublimando desafectos, desbloqueando traumas, reequilibrando carmas.
É sem dúvida uma experiência extraordinária que ocorre por pequenos periodos temporais e que se repete, ou não, em conformidade com a compreensão e o respeito para com esta dádiva Divina.

As consequências destas experiências são sempre marcantes, requerendo dos envolvidos grande abertura mental, a superação das baixas emoções, e uma compreensão plena e abrangente das vivências insólitas em que se vêm inseridos, quantas vezes procedendo ao fecho de acontecimentos traumáticos que os ligam entre si há muitas vidas.

O Aleph, é o amor de Deus em acção por aqueles que, por méritos acumulados, são postos à prova do ver mais além, na obtenção do equilibrio necessário, para novos desafios deste mundo em mudança.

Sem rituais ou locais especiais, o Aleph gera-se do nada, apenas pela sincronia energética, e o plano alonga-se para que cada personagem dê o seu melhor, na transformação interior.

Nem sempre compreendido, quando as facetas do ego, inveja, o mal, levam a palma, o Aleph parte, tal qual como um comboio que se perde, assim se perde a oportunidade de ouro, ponte transcendente dos chamados.


A.


sábado, 19 de maio de 2012

O Peso da Liberdade



O Peso da Liberdade

"Aquilo que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado nem mérito nem fracasso", a leveza decorre de uma vida levada sob o teto da liberdade descomprometida, no entanto, a leveza despe a vida de seu sentido. O peso do comprometimento é uma âncora que finca a vida a uma razão de ser, qualquer uma que se constrói .

(Milan Kundera) em A Insustentável Leveza do Ser


São muitas as ocasiões em que referimos a “liberdade”, seja numa vertente ético-social, seja na vertente dos relacionamentos, ou nas escolhas pessoais, que no cômputo da vida acabam interligadas.
Quiçá possamos hoje, dirigir a nossa reflexão para o autêntico conceito da liberdade, além do corrente, que é liderado normalmente por critérios de pouca duração, que se geram no interesse momentâneo e individual.
Mais ainda, colocar estacas de sustentação à nossa definição de liberdade e ao “peso” da mesma.
Inseridos que somos numa sociedade com direitos e deveres, (estes quase sempre esquecidos) devemos constituir um Código de Honra da Liberdade, cujo lema fundamental seria:

         “A nossa liberdade confina, na fronteira onde começa a liberdade do outro”

A construção da liberdade é individual. As suas fundações são a veracidade, o humanismo, o respeito. Já a expressão da mesma, só pode ser vivida onde não exista o medo, e onde prevaleçam a educação, a cultura, e o conhecimento metafísico. Sem estas pedras basilares, não é possível conhecer o rosto da plena e verídica liberdade.

- Liberdade, é o dizer não à invasão da informação manipulada e manipulativa (quase toda ela) que invade os lares, que desestrutura as mentes em formação, que inocula os venenos do consumismo, e estabelece uma urdidura ao critério individual (robotização)

- Liberdade, é o reconhecimento dessa mesma manipulação pelas substâncias viciantes, e negar-se a ser mais um número nas estatísticas que somam poder, ao poder dos monopólios do tabaco, da droga, dos fármacos.

Liberdade, é a percepção genuína e aplicada na interacção do dia-a-dia, da valorização do ser humano pelo que ele é, e não pelo que ele tem.

- Liberdade, é o auto-conhecimento aprimorado, de forma, a que cada um perceba que tem na sua vida o que ele próprio criou, e de que nada nem ninguém nos pode dar, ou tirar, a liberdade consciencial.

- Liberdade, é a responsabilidade lúcida de cada atitude para com o nosso crescimento individual, e de que este, se entretece com todos os que nos rodeiam.


Nos países onde se pratica o sistema político chamado democracia, a responsabilidade individual é maior, dado que esta contém a ferramenta primária que permite ao ser humano a escolha, real, dos caminhos vivenciais. Mas constatamos que essa pseudo-liberdade facultada pela democracia, foi desvirtuada, pois nunca como hoje as pessoas se deixam conduzir, sem vislumbres de vontade, por poderes instituídos, os visíveis, e os invisíveis.
Outro aspecto onde o substantivo liberdade é frequentemente utilizado, é no plano dos relacionamentos afectivos. Este tornou-se salvo-conduto de vivências saturadas e desgastadas onde a frontalidade das decisões é adiada e disfarçada pela falta duma verídica liberdade.
Tornou-se assim argumento sem conteúdo, justificativo medíocre de atitudes que possam lesar os compromissos da alma.
Os compromissos não são pesos nem sentenças “sine die”, são o coagulante das razões do existir… podem a todo momento serem revistos, finalizados, acrescidos, transmutados, enquadrados na senda individual, pelo usufruto duma autêntica liberdade. Também neste campo:

- Liberdade, é não seguir a corrente instalada na madraça acomodada, nos modismos, na libertinagem (muito confundida com liberdade).

- Liberdade, é a lucidez de contornar o flerte ocasional, carícia do ego vaidoso e decadente, que empobrece a promissora luz de cada um.

- Liberdade, é a nobre coragem de olhar o compromisso pela sua melhor vertente e dele fazer estrela presente, ou cadente, mas sempre, com a gratidão amorosa para com os passos que nos transportaram nas sendas da vida.

- Liberdade, é também a renúncia, (em qualquer vertente), escolha consciente da alma, em prol do bem comum… este, é o mais sublime acto de liberdade.

"Que a Paz esteja em nós, como a liberdade e o desprendimento estão numa avezinha do Céu"

Vozes da Terra

19 de Maio de 2012




terça-feira, 15 de maio de 2012

Taj Mahal


Ecos do Tempo – Taj Mahal




Singela homenagem ao Imperador  Shah Jahan e a Aryumand Banu Begam, mais conhecida por Mumtaz Mahal ( A Jóia do Palácio)  cujo amor mútuo, ultrapassou a morte, o tempo, e cuja essência e força intemporal podemos encontrar na delicadeza, doçura e arte, do Taj Mahal, mausoléu mandado construir, por Ele, para Ela, aquando da sua morte.



Pela voz dum poeta eu falo

Eco de tempos distantes

Amo – Amor - Amante

No cosmos se repete



Em século já sem memória

O tempo os aguardou

Eis que juntos de novo

Em Amor, os abençoou



Shah Jahan de seu nome

inspiração o seu toque

mil carícias ofertaste

á Jóia, do teu coração



Mumtaz Mahal, te diziam

Pérola de luz sem par

Acendeste um coração

Que nem a morte apagou



Na pedra ficou gravada

A essência desse amor

Em formas de beleza

Em saudade….em promessa



A.





terça-feira, 17 de abril de 2012

O EU


O EU, não és tu nem sou eu, é a energia imanente do peito da gente, quando o tu, se faz eu.

O trovão eclode, e a noite, se faz dia. No recôndito da mente, a Alma consente, na sagrada ligação.

A luz da união, desfaz a ilusão…no teu eu, cabe o eu da gente, derradeiro componente, da razão da encarnação.

Dos ciclos do tempo não somos presa ou refém, eles são a torrente que nos trouxe até aqui, ao caminho da elevação.

Sente, sente, sente….

Sente pelo teu sentir, no profundo do teu ser, o sentir do eu, que afinal, és tu e eu…



A.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Senda Crística


“Amar-te-ei como nunca te amei, amor

em cada era acrescido, em liberdade

contido, a cada dia renascido

Até o vento amainar no rio eterno

mergulhar e descansar,  da vida

entãoreviver no fogo sagrado da

Crística União”



Hieróglifos do Cosmos




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cada pessoa


“ Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra, mas cada uma que passa não vai só, nem nos deixa sós

Leva um pouco de nós mesmos - Deixa um pouco de si mesmo

Há os que pouco levam, e os que levam muito

Essa é uma das maiores responsabilidades da nossa vida,

e a prova de que duas almas não se encontram por acaso…”



O Principezinho



Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O amor que é Amor




“No Universo nada se perde tudo se transforma”



  Nesta banalizada e ainda mal compreendida frase, encontramos o mote para abordar os relacionamentos.

Existem relacionamentos sem amor e existe amor sem relacionamentos.

Uma das causas, senão a mais comum, do estado de sofrimento nos seres humanos é a quebra dos relacionamentos, a perda do amor.

É este equívoco generalizado que vamos tentar esclarecer.

Os relacionamentos findam pelas mais diversas razões. O Amor, esse, nunca se perde, e se se perde, é porque não era Amor.

Todo Amor alguma vez sentido é como um valioso espólio que vai crescendo com cada partilha, com cada entrega. Como se fosse ouro puro, vamos fazendo uso do nosso acervo.

Tomamos uma porção emoldamos a jóia, a entrega a uma relação.

Tal como em cada relacionamento, cada jóia vai ter características diferentes, mais ou menos brilho ou fulgor, mais ou menos, trabalho ou perfeição.

No término dum relacionamento, o amor que é Amor retorna a nós, recolhe de novo ao coração, e aí, inicia um subtil processo de transmutação.

No cadinho do tempo, o calor abranda, o brilho esvai-se, e a jóia liquefaz-se de novo na essência do ouro, agora acrescido pela experiência vivida. E o nosso tesouro aumenta, porque o amor que é Amor apenas pode ser partilhado, e para tal, cada Ser tem que descobrir, trabalhar e aceitar o seu ouro, o Amor em si.

A causa de muitas desarmonias pessoais e sociais está no facto de muitos seres não conseguirem abrir a arca do tesouro. Traumas de infância, patologias psíquicas, padrões repetitivos em vivências dolorosas, entre outros acontecimentos, barram o acesso a essa fonte inesgotável, à nascente do amor, comum a todos nós.

O caminho é o auto-conhecimento, a auto-estima, o auto-perdão. Pelo aprofundamento destas vias, aprenderemos a distinguir o amor/apego, aquele cujos compostos são o domínio, o ciúme, a dependência, o conformismo.


“Um amor estranho que acalente almas sofridas, encrostadas de conforto, sedentas de sentido”



 Esta é a versão mais comum do amor, aquela que traz toda carga de sofrimentos.

Já o amor que é Amor expressa-se sempre pela elevação dos dois Seres.

É a bênção suprema, fio de ouro perene que nasce no nosso interior e com o qual contribuímos para a obra-prima global, pela expansão da nossa consciência espiritual.



Do livro Ponte de Palavras




sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Mãe Gaia


Mãe Gaia



 Entreposto estelar a que alguns chamam lar

Mãe de acolhimento pelos dados do destino

Seio quente, frutuoso, onde de novo, renasci

Em teus lagos soltei velas, barcos de papel

Com tinta de amor celeste foram desenhados

Ao mar e vento confiados, em letras semeados

Estrelas vibrantes de luz, música das esferas

Para sempre presentes nas tuas alvoradas




A.



13 de Janeiro de 2012






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pai - Nosso





Pai-nosso que Estais no Céu,

em cada irmão sedeado, lugar eleito para a Tua recriação

Santificado seja o Vosso Nome,

herança de todos, por muitos, ainda esquecida

Venha a nós o Vosso Reino,

pedra a pedra construído pelas mãos onde edificas

Seja feita a Vossa Vontade,

de em cada coração Te reconhecer-mos, na arena da adversidade

Assim na Terra como no Céu,

ilusão criada, pois um, é a felicidade plena, quando a outra, é amada

O Pão-nosso de cada dia nos dai hoje,

em molhos do Teu amor, que permuto, com as searas de trigo

Perdoai-nos as nossas ofensas,

degraus de ascensão, assimilados em cada missão

Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,

pois estes são, tal qual eu, hologramas do Teu excelso Ser

Não nos deixeis cair em tentação,

de olvidar que em cada momento, fazes parte de mim

Mas livrai-nos de todo mal,

na mente materializado, apenas e só, quando me aparto de Ti

Amém



A.


sábado, 3 de dezembro de 2011

Mirian de Magdala








De seu nome, Maria, a de Magdala

No tudo e no nada procura razões

Do sentido da vida, da vida sem sentido



Olha o horizonte, qual estrada de fogo

Na brisa quente seus cabelos revolteiam

No alto da Torre, se esconde, e se encontra



No lago de prata os homens se afanam

Os peixes oferecem-se de forma gentil

Às mãos calejadas, alfaias sagradas



Do poente, chegam trinos a ouvidos atentos

De voz humana, não reconhece o tom

Aves ou peixes, não emitem este som



Firma seu olhar na poeira dourada

Estica seu corpo, apoia-se no vento

Num grupo de homens, um Sol brilhou



Qual fonte de luz, o olhar d`Ele a encontrou

E em água cristalina nela se derramou

O tempo parou, o céu, se transformou



Tempo e espera, em nada se tornam

Sua voz, divino sopro de ternura

Suas palavras, elixir de compaixão



Seguiu Seus passos, enlaçou Seu coração

Com paixão, reavivou seu Ser

Em entrega sublime se doou.



Pelos caminhos Suas marcas deixaram

Enredo e engano Suas imagens macularam

Nada, adulterou as Suas razões de existir



Séculos passados, Os nomeiam e usam

Mas suas mensagens, poucos as percebem

Para todos, e sempre,  serão Focos de Luz



A meus amados: Yeshua Ben Yoseph, e  Miriam de Magdala



A.




terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tempo das Águas


Grata, à Estrela que me acena em cada madrugada pela voz do coração...de seu nome, Inspiração.








sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Aceita o Bem


Aceita o Bem
Do Sol  presente no meio do nevoeiro
E em tempo de seca, a chuva ausente
Aceita o Bem
Da guerra, fecunda de dor, estágio do guerreiro exterior
No voto inconsequente moldado na mágoa de tanta gente
Aceita o Bem
Do palco resumido, que é nesta vida, o opressor ou o oprimido
Na face obscura, que de tanto bem, veio ser a deixa de outro actor
Aceita o Bem
Do que macula o seu olhar de cobiça e desamor, é o cego que te permite ver
Dos ciclos agrestes da vida, dos vividos e por viver, pois são aqueles que dão flor
Aceita o Bem
Das lágrimas ardentes, apelo e glória do teu cansaço que em meu regaço desagua
Da contra face do meu amor omnipresente,  no múltiplo ser, que contigo partilha, o seu, e meu SER

 

21 de Outubro 2011