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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um sentir chamado...amor



O esplendor do amor nunca poderia ser contido num dia, tal como as palavras não o podem descrever, porque ele, o amor, é a seiva da árvore cujas raízes se expandem por todas as vidas em que a Alma se permitiu evoluir

 Um sentir chamado…Amor

 Amor é:

A força que me move

A graça que me inspira

A alegria que acho minha

O sorriso que me fortalece

Amor tem:

De beleza, a que lhe vejo

De paz, a que me imbuo

De bondade, a que aprecio

De saberes, os que admiro

 Amor recria

Dos magos a supremacia

Que de sombra poderosa

Se torna estrela radiosa

Da Alma universal
O Amor é... meu

A.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os limites do amor





“No Universo nada se perde tudo se transforma”

Nesta banalizada frase, encontramos o mote para abordar os relacionamentos.
Existem relacionamentos sem amor, e existe amor sem relacionamentos.
Uma das causas, senão a mais comum, do estado de sofrimento nos seres humanos é a quebra dos relacionamentos, não a perda do amor.
Os relacionamentos findam pelas mais diversas razões, o Amor, esse nunca se perde. Todo Amor alguma vez sentido, é como um valioso espólio que vai crescendo com cada partilha, com cada entrega.
No término dum relacionamento, o amor que é Amor, retorna a nós, recolhe de novo ao coração, e aí, inicia um subtil processo de transmutação.
No cadinho do tempo, o calor abranda, o brilho esvai-se, e a jóia liquefaz-se de novo na essência do ouro, agora acrescido, pela experiência vivida.
E o nosso tesouro aumenta, porque o amor que é Amor, apenas pode ser partilhado, e para tal, cada Ser tem que descobrir, trabalhar e aceitar o seu ouro, o Amor em si.
A causa de muitas desarmonias pessoais e sociais, está no facto de muitos seres não conseguirem abrir a sua arca do tesouro.
O caminho, é o auto-conhecimento, a auto-estima, o auto-perdão.
Pelo aprofundamento destas vias, aprenderemos a distinguir o amor/apego, aquele cujos compostos são o domínio, o ciúme, a dependência, o conformismo.

“ Um amor estranho que acalente almas sofridas, encrostadas de conforto, sedentas de sentido”

Esta é a versão mais comum do amor, aquela que trás toda carga de sofrimentos.
Já o amor que é Amor, expressa-se sempre pela elevação dos dois Seres. É a bênção suprema, fio de ouro perene que nasce no nosso interior e com o qual contribuímos para a obra-prima global, pela expansão da nossa consciência espiritual.

É também, aquele que fica limitado pelos nomes, pelos conceitos. Amizade, amor, bem-querer, afecto…palavras pequenas, que não definem o amor, quando este…é Amor.

Abraço fechado

A.




terça-feira, 15 de maio de 2012

Completude




Completude





Indiferente a faixas etárias, o amor é o ponto onde convergem a maior parte das dúvidas, desentendimentos, desarmonias e frustrações, que por sua vez se alastram a todos os aspectos da vida.

Em resposta a uma questão colocada há dias por um jovem, abordamos o fulcro de qualquer relacionamento, a comunicação e a veracidade.

As motivações do coração continuam a ser insondáveis para a maior parte dos seres, no entanto, são sempre baseadas na necessidade de aprendizado e superação do nosso estatuto consciencial.

O amor a dois é o maior teste que nos é dado vivenciar, e dele podemos obter nota positiva, apenas quando vivido na veracidade interior de ambas as partes.

Um relacionamento é feito de dádiva, e aceitação.

Dádiva – Apenas quando o amor existe em nós podemos partilhá-lo com outro, ninguém pode dar (partilhar) o que não tem.

Aceitação – Todo relacionamento baseado na perspectiva de que podemos ou devemos mudar o outro está condenado á partida. O “modelo” por nós idealizado é o estereótipo impresso no nosso racional por estigmas sociais, dependências emocionais, vivencias traumáticas.

Nós, não temos que mudar ninguém, excepto a nós próprios, se pela auto – análise concluirmos essa necessidade.

Assim, e mais ainda num relacionamento a dois, o auto-conhecimento individual é fundamental.

Quando dois seres cruzam os seus caminhos, é precisamente na diferença de conceitos e posturas, que cada qual vai buscar os preciosos sedimentos com que se constroem os degraus da tolerância, da flexibilidade, da compreensão.

Quando o ciúme, a rigidez, o julgamento alheio, se tornam cerceadores da expressão das facetas pessoais, da afectividade, dos sonhos individuais, corroemos a raiz antes da planta florescer.

A liberdade de cada ser não é negociável, nem deve ser moeda de troca para a “harmonia” de qualquer relacionamento, isto, seria podar os ramos quando a planta está a florir.

A comunicação aberta, leal, é a ponte que transpõe qualquer diferença.

O respeito para com as escolhas e opções que fizemos, é o único suporte para a estabilidade duma relação.

Dentro desse círculo de auto-respeito, cada qual deve ser árvore em crescimento, cuja seiva é alimento para a alma companheira, cuja copa pode ser sombra para quem dela precisar.

Queridos amigos, ninguém é metade (meia-laranja) de ninguém! Se assim fosse, seriamos eternamente seres incompletos…

Cada um de nós é em si mesmo, um arco-íris pleno de cor, sem princípio nem fim.

Pelos caminhos da vida, por vezes deparamos com a raríssima possibilidade de vermos um duplo arco-íris. Percursos paralelos, que nos indicam que o horizonte não acaba ali, e cuja função, é serem farol que trespassa a densidade das almas em procura.





A.
















quarta-feira, 11 de abril de 2012

Compreender o Amor


"Apaixonar-se não é acidental - não existem acidentes na vida espiritual, só padrões que ainda não reconhecemos.
Todo amor se baseia na busca do espírito.
Esta é a primeira grande compreensão a ser encontrada no amor romântico - ele não é sobre duas pessoas que se apaixonaram loucamente uma pela outra; é sobre duas pessoas vendo o espírito uma da outra."

Deepak Chopra

Compreender o Amor
 
Nestes tempos de mudança, no vivenciar o salto quântico de planeta, somos hoje agraciados com a possibilidade de viver muitas vidas numa só vida.
Também no campo do amor, são muitas as possibilidades para as vias do aprendizado, do perdão, do reequilíbrio cármico.
Na vivência actual, todos temos a possibilidade de um maior e melhor “aproveitamento escolar”.
Em todas as áreas das nossas vidas, as mudanças são extremas e galopantes.
Inúmeras “cadeiras” que deixamos para trás noutras vidas, retornam a nós, para que, e dentro do nosso livre arbítrio, as possamos, ou não, concluir.
A área do amor não é excepção…No intuito da superação do nosso nível vibratório, o Universo, qual laboratório aprimorado, faculta-nos todo o material que precisamos para a vivência e conclusão das nossas experiências emocionais.
Assim, e para aqueles que iniciaram o Caminho, este vai sendo pontuado por encruzilhadas de decisão.
Estas, são o reencontro com os Seres mais marcantes nas nossas vidas passadas (paralelas). Todas as pendências desses relacionamentos vividos (os bons e os menos bons), podem ser transmutadas, pelas escolhas que fizermos no momento presente.
Na atracção que se gera entre duas pessoas que se cruzam, estão contidas múltiplas memórias de experiências vividas a dois. Cabe, nesse momento, a reflexão.
 - avaliação do processo individual
 - esmiuçar a “tonalidade” daquilo que se sente
Podemos com isto entender, qual o tipo, a natureza, e a densidade da energia dessa atracção e com isso libertar a resposta do nosso corpo emocional, sentir qual a expressão da mesma.
Quando nos permitimos este “compasso” de espera, de auto-análise e interiorização, deparamos com a autêntica cor do filamento energético que nos une a determinada pessoa. Numa demonstração de crescimento e evolução consciencial, podemos então fazer a escolha, visualizar nitidamente qual o papel desse Ser nas nossas vidas.
Na maior parte destes encontros sincrónicos, as pessoas envolvidas não compreendem a dimensão e as possibilidades dessa bênção, desse amor, e por norma são reacções básicas como o impulso sexual, que dinamizam a relação.
Inicia-se assim novo ciclo de dependência, fuga, ou alienação, através da efémera gratificação dos sentidos físicos.
Não sendo esta a motivação para a “experiência”, estes relacionamentos são de curta duração, e por norma deixam um grande vazio interior nas pessoas envolvidas.
A expressão do amor pela via sexual, é apenas uma das variantes possíveis, não sendo mais, nem menos perfeita que outra qualquer, é, no entanto, insuficiente.
Assim e pelo já referido, vivemos tempos de superação em que o potencial de força e de criatividade “residentes” nos chacras inferiores, pode e deve ser transmutado numa energia libertadora, expansiva, que fomente a conclusão da nossa missão de vida.
Muitas são as formas de vivenciar um sentimento amoroso entre duas pessoas, todas elas podem ser “estações de amor”, que nos conduzam ao Caminho de Retorno.
 
A.

Do Livro Ponte de Palavras


sábado, 9 de abril de 2011

Sendas



“ Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra, mas cada uma que passa não vai só,
nem nos deixa sós
Leva um pouco de nós mesmos - Deixa um pouco de si mesmo
Há os que pouco levam, e os que levam muito
Essa é uma das maiores responsabilidades da nossa vida,
e a prova de que duas almas não se encontram por acaso…”

O Principezinho

Antoine de Saint-Exupéry

Queridos Amigos:

Na encenação do nosso percurso de vida, existem ciclos e os mais variados personagens, sendo que os mais marcantes pela sua intensidade emocional são os amores de cada vida, quantas vezes, amores que foram, de muitas outras vidas.
Assim mesmo, cada um destes ciclos, representa muito mais que uma vivencia afectiva, são adubo de amadurecimento, nas searas do conhecimento.
Valemo-nos de novo de Fernando Pessoa quando diz “o amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre, ou então, não era amor”. Esta elevada afirmação, não é, nem deixa de ser, verdadeira.
Contrariamente ao que maioritariamente se afirma, o amor, realmente não morre, apenas se transforma. As recordações perduram, orientam e influenciam, pois o amor é uma poderosa experiência espiritual.
Quem tem a graça de vivenciar o amor, abre-se à comunhão com a inteligência divina.
Neste cabaz de Amor, não tem cabimento tudo aquilo que ensombra o brilho único, da recreação ( em que se recria ) a Consciência Suprema.
Cabe aqui salientar que falamos de Amor, e não da necessidade compensatória física e emocional, a que a maior parte dos seres humanos chama, amor.
Nas mais variadas circunstâncias, cumprindo ciclos, percorrendo as etapas da nossa “Onda Encantada”, vamos revelando os mistérios do infinito, em cada página desenhada com a tinta indelével do amor, quando este é, Amor…
Por esta óptica, percebemos facilmente a inutilidade do ciúme, pois este só emerge pela insegurança do que somos, e do que queremos possuir…mas o Amor, não possui, nem é possuído, simplesmente é!
A todos aqueles que em algum momento das nossas vidas foram, ou são, o espelho onde reflectimos o Nosso Amor, devemos plena gratidão. Pois estes tornaram-se receptáculos sagrados, da nossa melhor essência, composta de doação, entrega e união.

A.

Nota: “Onda Encantada”, é a denominação que os Mayas davam à nossa missão de vida.

















quinta-feira, 31 de março de 2011

O Amor, Para Além da Vida – Parte II


Queridos Amigos:

Dando seguimento a este complexo tema, temos aquilo que é conhecido por Almas Gémeas, anseio romântico do imaginário de muitos seres.
Como também já referimos anteriormente, almas gémeas existem, mas ainda que se encontrem na mesma encarnação, só muito excepcionalmente a vivenciam como par um do outro….
Aqueles que são gerados de uma mesma Mônada, trazem a “marca d`agua” dessa união, imperceptível á vista, mas impressa na Alma dos mesmos.
Essa ligação de Almas é munida do potencial de um amor superior.
Independentemente da distância, da expansão consciencial de cada um, ou até se estão em dimensões diferentes (Encarnado/Desencarnado), emitem vibrações de apelo e conforto, que o outro reconhece e retorna.
Quando estas almas se encontram no plano físico, têm normalmente por missão uma permuta de trabalho consciencial e social, que se qualifica extraordinariamente, pela unificação energética dos dois.
- Ainda que numa percentagem menor, esse mesmo potencial pode ser subvertido a estados de inconformismo e desarmonia profunda por incompatibilidade de grau consciencial ou vivencias traumáticas –
Lembramos os muitos casos ao longo da história em que “duos”, fossem femininos, masculinos, ou mistos, nos maravilharam e surpreenderam com as suas fantásticas descobertas nas áreas das ciências, das artes, da música, das inovações, movimentos humanitários, e tantos outros.
Alem deste manancial de poder acrescido, estes seres em comunhão, têm, de forma natural, a benesse de serem estímulo de crescimento mútuo.
A grande maioria das pessoas que assumem a sua missão de vida através da união de facto, os casais, fomentadores da raiz da sociedade que é a família, são considerados Almas Companheiras. São normalmente devedores cármicos entre si, e que pelo reajuste das suas personalidades, doação e entrega, promovem também, e por essa via, a sua evolução consciencial e reequilíbrio cármico.
Numa próxima ocasião vamos reflectir sobre as Ligações Energéticas Obsessivas, Intra e Extra-Físicas.

A.





O Amor, Para Além da Vida – Parte I

 Queridos Amigos

Entre as inúmeras ocasiões em que falamos de amor, faz-se presente reflectir, uma vez mais, que para as forças energéticas não existem limitações de tempo, distância, ou espaço, e que este princípio se aplica também no amor.
As clássicas, e tantas vezes trágicas histórias de amor que fascinam os seres humanos, são um exemplo do enorme poder desse sentimento, que transvaza épocas, e dimensões.
Na caminhada evolutiva, somos confrontados por inúmeras vezes, com aqueles a quem noutras vidas estivemos unidos por fortes ligações energéticas (amor e não só), que se transformaram em laços cármicos.
Estas ligações, estiveram sempre presentes ao longo do nosso percurso reencarnatório, expressando-se nas mais diversas formas de amor, de forma a que cada um, individualmente, possa vivenciar a lei de causa e efeito.
Aqui e agora, neste maravilhoso tempo de mudança, pleno de experiencias únicas para a humanidade, uma acresce, a de sermos confrontados com todas as consciências que foram marcantes nos nossos passados.
São os tempos dos acertos cármicos pela via do altruísmo, na sua máxima expressão que é, o amor incondicional.
Já referimos anteriormente, o “papel” que cada consciência representa para as outras, neste vaivém de personagens, que assumimos representar em cada encarnação.
Muitos seres reencarnam com pesada carga cármica por mor de vivencias passadas, actuações infra-humanas concretizadas em nome do “amor”.
Mas, sempre a contrapor, temos a sábia justiça cósmica, que atribuindo papéis diferenciados aos “actores”, os coloca em lugares privilegiados, para reequilibrarem o seu carma. Podemos criar um exemplo:
- “Dois amantes que num passado distante viveram um amor exacerbadamente passional, quando um é humilhado e rejeitado, dedica o resto da sua vida a tentar prejudicar o outro, faz juras de eterno ódio…Numa posterior encarnação, ambos se vão encontrar, agora, no papel de pai e filha, para que, por via da supremacia e pureza desses laços, pudessem transcender o ódio, e a baixa vibração das energias, remanescentes, que num passado os uniu”.
Muitos outros exemplos podiam ser dados, em que nas mais variadas formas, nos ajudam a perceber os porquês dos encontros e desencontros, amores e desamores das nossas vidas.



A.