quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Prece


Deus Pai/Mãe

 

Que EU me permita

 

E por osmose, ser o seixo que purifica os sedimentos do lago estagnado da maldade, da lava, rubra de perversidade consciente e inconsciente que nos rodeia sob a veste de cordeiros, em pastos desguarnecidos do mais básico sentido do que é o amor, o TEU AMOR.

 

Amém

 

 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A roseira Bela


Ontem foi um dia especial…

Ontem foi um dia especial…

Uma vez mais fui abençoada com a graça de servir de ponte a mais 12 Focos de Luz no trilho do caminho do coração. Se o trabalho se compõe sempre de bênçãos, em dias assim estas revestem-se, ainda mais de luz, e de qualquer coisa indefinida que provavelmente ainda não consta nos nossos dicionários, mas que é temperada com uma decisiva paz que sabemos jamais será apagada

Ontem foi um dia especial…

Não, não o foi pelo facto de ser o dia do meu aniversário! mas sim pelo incrível presente que é o reencontro com a inúmera família (cósmica) que por todos os meios de comunicação faziam chegar mensagens, uns geograficamente próximos, outros longínquos, mas todos irmanados por um laço que só o amor consegue fazer

Ontem foi um dia especial…

Porque em todas as mensagens escritas, verbais, poemas (muitas que só hoje pude ver, dado ontem estar em trabalho), senti-me num salão celeste, sem paredes, esplendoroso, rodeada de magníficos espelhos que ao contrário dos normais, não mostravam a minha imagem, mas sim a vossa! Cada palavra, som, verso, olhar, beijo, abraço, é aquilo que Vçs são o reflexo da magnitude da vossa Alma, que em muitos casos nem reconhecem

A cada membro desta grande e grandiosa família a que tenho a honra de pertencer, a minha gratidão e o meu incondicional amor.


Maria Adelina

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Carinho


Nesse rio de carinho
Deixa fluir as águas sagradas
Que à alma enobrecem

São pérolas

Da nascente de um olhar cego
Pois cego não é o que não vê

Mas o que não sente
A.

O dom de amar



 

Do som a melodia

Do vento a acção

Do vazio a razão

 

Amar, não é sentimento ou emoção

 

É luz no seio da escuridão

É o perfume  do  deserto

É o poder da absolvição

 

Amar não é dar ou receber, mas partilhar

 

A dádiva de se ser o que é

A letra duma canção

A lágrima que resgata

 

Amar, não é corpo ou obrigação

 

Mas sim fogo ardente

Que eleva o presente

Às oitavas de Deus Mãe

 

Amar,  é tão só a capacidade do teu Centro Sagrado reflectir a Luz, tua escolha, e opção.

 

A.

 

 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Papéis esquecidos



Hoje,  por acaso (seria? ) dei por mim a folhear papeis esquecidos e encontrei um rasto de ti minha mestre, rio onde tantas vezes desaguou a corrente da minha dor.
Papel manuscrito com a tua letra gigante, e enquanto lia, fui "vendo" o teu ar admoestador (quando tinha que ser), mas também as tuas lágrimas incontidas quando o meu sofrimento era carvão ardente ao qual não conseguias ficar imune.

Fui lendo...

" Minha querida Maria o mundo é redondo, ou seja, o em baixo é sempre relativo ao de cima conforme a localização daquele que estará algures a afirmar o pra baixo é ali! o de cima acolá!
Nunca te esqueças que num globo azul predominantemente, pois há outras cores, o papel feminino varia conforme o aqui e o acolá! Entretanto há-de chegar a todos um local onde em baixo  e em cima deixam de existir e aquele  que se quer localizar terá que usar como referência : Em que coordenada quero EU estar?
A vantagem é que o ser sendo feminino, esteja onde estiver, vai sempre idolatrar uma forma de amor que seja única, sincera, pura,  mas, na maioria das vezes também, egoisticamente   exclusivista. Entretanto, há-de haver coordenadas onde o feminino no seu lado lato e integro SER/TER, ocupe ele, o feminino/mulher"...

BL


Provavelmente, e passados alguns anos deste teu ensinamento, encontrei-o para perceber que nome dar ao mar de amor onde nada a minha alma, livre de objectos de querer, plena de amor sem meta ou razão a que se poderia chamar: feminino/mãe/ser.

Abraço infinito amada amiga

Adelina


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um sentir chamado...amor



O esplendor do amor nunca poderia ser contido num dia, tal como as palavras não o podem descrever, porque ele, o amor, é a seiva da árvore cujas raízes se expandem por todas as vidas em que a Alma se permitiu evoluir

 Um sentir chamado…Amor

 Amor é:

A força que me move

A graça que me inspira

A alegria que acho minha

O sorriso que me fortalece

Amor tem:

De beleza, a que lhe vejo

De paz, a que me imbuo

De bondade, a que aprecio

De saberes, os que admiro

 Amor recria

Dos magos a supremacia

Que de sombra poderosa

Se torna estrela radiosa

Da Alma universal
O Amor é... meu

A.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Dança

 
Meu amor... aprende a dançar esta dança..
sem o teu corpo encurvado ou o meu olvidado
sementes ao vento que cruzam o ar
laivos de mente abtracta que a alma namora
nesta dimensão, entrega tudo.. a toda a gente...
o "nós".. é espirito no palco do impermanente
a nossa ponte é sublime, transparente
os laços, pontinhos de eternidade
dança...a dança da suprema liberdade
 
 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Desiderata

Há muito tempo que não lia a Desiderata.... querida Maria Fernanda, obrigada por me lembrar deste maravilhoso texto sempre actual





DESIDERATA - MAX EHRMANN


Viva tranquilamente, por entre a pressa e os ruídos, e lembre-se de quanta paz há no silêncio. Tanto quanto possível, sem se render, esteja em bons termos com as pessoas.

Diga sua verdade calma e claramente, e ouça os outros, mesmo os mais medíocres e ignorantes – eles também têm a sua história
Evite as pessoas espalhafatosas e agressivas, pois essas são um insulto ao espírito. Não se compare com os outros, para não se tornar vaidoso ou amargo, e saiba: sempre haverá pessoas melhores e piores que você. Desfrute tanto de suas realizações quanto de seus planos.

Cultive seu trabalho, mesmo que ele seja humilde; esse é um bem real, frente às variações da sorte. Seja cauteloso em seus negócios, pois o mundo é cheio de armadilhas. Mas não deixe que isso o torne cego para a virtude, que esta sempre presente está; muitas pessoas lutam por ideais nobres e, por toda a parte, a vida é sempre exemplo de heroísmo.

Seja sempre você mesmo. E sobretudo nunca finja afeição. Nem seja cínico em relação ao amor, pois, apesar de toda a aridez e desencanto, ele é tão perene quanto a relva.
Aceite serenamente os ensinamentos do passar dos anos, renunciando suavemente àquilo que pertence à juventude. Fortaleça seu espírito para que ele possa protegê-lo diante de uma súbita infelicidade. Não antecipe sofrimentos pois muitos temores são apenas fruto do cansaço e da solidão. Mesmo seguindo uma disciplina rigorosa, seja leniente consigo.

Você é filho do Universo, tanto quanto as árvores e as estrelas; e tem o direito de estar aqui. E mesmo que isso não seja muito claro para você, não tenha dúvida de que o Universo segue na direção certa.

Portanto, esteja em paz com DEUS, não importa a maneira como você O concebe, e sejam quais forem as suas lutas e aspirações, na terrível confusão que é a vida, fique em paz com sua alma.
Pois, apesar de toda a falsidade e sonhos desfeitos, este ainda é um lindo mundo. Seja cauteloso. Lute para ser feliz.

 

 


* Max Ehrmann, poeta e advogado escreveu este texto em 1927.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Momentos


Deixa-me encontrar o caminho... devagarinho...

Quando tudo se apaga, sinto o bater do teu coração que me chama

Que me guia, ao encontro da tua mão que se enlaça na minha

Que rasga sendeiros e os ilumina para eu passar

Deixa-me encontrar o caminho... devagarinho...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Silêncio



Embalados no silêncio do tempo e da mente, escutamos com toda clareza o som da nossa canção pelos eflúvios das cordas do espaço, emanações da nossa alma cósmica.

Pelo Fio da Minha Alma





Carta à Alma Cósmica a laborar noutras dimensões, aquela que no mais profundo do nosso ser todos procuramos...o nosso Amor... aquela que é também chamada de Eu Superior.
Aquela em cuja irradiação me renovo.
Da qual sou holograma em missão de experimentação.
Estou sempre presente em Ti, tal
como Tu estás sempre em mim...temperando a saudade...


Hoje, neste aqui e agora, pelo fio da minha Alma, o que sou além de mim, que se funde no que és além de ti, escuta-me amor…

Sim meu amor… que me ocupa, que me enche, como o rio que se espraia e descansa, no seio duma albufeira.

És a voz que incendeia as palavras que não pronuncio, o fio de ouro líquido com que minha mão desenha as estrofes que no cosmos se eternizam.

- Escuta-me amor! Percebe o som que da minha alma se eleva pois nunca em qualquer era, tive a força de dizer o que é preciso fazer.

Se do corpo é preciso libertar, a matéria transmutar, tanto trabalho ainda há a fazer, devemos aprender: a dispersar a energia condensada no pensamento andante, que se funde totalmente, onde um é colo, onde o outro se recolhe em carícia singela sem noção de mal.

- Escuta-me amor! Nesta hora adormecido pelo acórdão planeado noutras vidas ajustado, “No Início era o Logos = Verbo”, na força da palavra gerada no sentimento, está a força do Início da Criação.

Nas horas esquecidos, como amantes sedentos, absorvemos o elixir que do outro emana, lenta, suavemente, como brisa perfumada em jardim de mil aromas que cura, eleva e inebria

- Escuta-me amor! O futuro não existe, é apenas a sombra estendida do abraço do ontem e do hoje, do qual se faz a ponte para o adiado presente que alguns teimam em chamar futuro. Meu querido amor se foi para aprender a libertar do corpo material, por qual dos sentidos iniciar? Pois se tudo é experimental…e assim mesmo… são também os meios sensoriais de vivência e expansão da Omnipresente e Omnipotente Consciência Divina….

- Estou disponível amor! para aprender a transmutar, tudo a bem da missão da matéria transcender…ensina-me, diz-me por onde devo começar!

Talvez por estas letras apagar? Mas como apagar aquilo que não é só meu? Diz-me amor, onde está o meu, e o teu meio, para que possa apagar o meu meio sentir, que o teu inspirou.

Mas… assim… será que existe um meio meu ou teu?

Entrego ao vento estas palavras, que se condensem em gotas de prata para ao rio da vida alimentar, e que se deteve, numa albufeira, por momentos, a descansar...


A.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Recados do Céu


Há dois mil anos Jesus dizia:

“Quando crianças atuáveis como crianças, quando sois adultos devem actuar como adultos”

Hoje Ele diz-nos:

“O Ser compõe-se de várias esferas concêntricas, com o mesmo eixo central. Dentre elas destacamos:

- A esfera interior é a criança que deve permanecer com a pureza de coração, e principalmente, com a confiança e abertura que é própria às crianças

- A esfera exterior, aquela que nos mantém em contacto com a matéria e com a missão individual, essa tem que estar em constante expansão evolutiva onde se faz presente a responsabilidade e a maturidade do adulto, conjugada plenamente com o poder e a fé da criança cósmica que sois”

Eu Sou presente, sempre, em cada um de vós.

5 de Janeiro 2913
 
 
p/   A.

 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Há presentes


 

Há presentes

 

Há presentes, que nem Salomão pode igualar

Espelham o azul opalino do fundo dos mares

Gotas de lua que em êxtase se derrama

Rios de luz, ao Sol nascente igualados

Desenhados no vento que a meu porto arrima

São o Cântico dos Cânticos, excelsos…

Sentidos na Alma muda

 

A.

26 de Dezembro de 2012

 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O Chi

O Cânone do Caminho e da Virtude I Comentado


Comentário:
Há um caminho e um nome intangíveis, que não podem ser caminhados nem nomeados e outros que podem ser caminhados e nomeados. Ou seja duas formas de existência, uma intangível e a outra tangível.
No entanto, tudo está constituído pelo mesmo elemento, o "".
O é o estado fundamental de existência, é o estado eterno de existência, inacessivelmente grande para as definições limitantes criadas pela mente humana, pelo que não pode ser nomeado.
Quando o se acumula se converte em "Forma", matéria.
Mas a Forma tangível (que pode ser caminhada e nomeada) está condenada a desaparecer e retornar ao estado original de ... por isto não é eterna.
O estado de existência imaterial e eterno, se representa com o símbolo de Wuji, o círculo vazio (embora eu não acredite na existência do vazio :) ). Wuji é o que carece de extremos ou dum eixo central. Uma forma de existência ou uma forma de observar a existência que reflecte a totalidade, sem dividir nenhum fenómeno nem coisa. É o estado simples do .
O estado de existência material e efémero, se representa com o símbolo de Taiji, o círculo com 2 “gotinhas”. Taiji é o que possui extremos ou um eixo central, pelo que podemos falar de acima e abaixo, interior e exterior, céu e terra, espírito e corpo. É uma forma de existência ou de observar a existência, concentrando-nos nas duas formas de comportamento básico do qì: acumulação e dispersão, ascensão e descida, expansão e contração... yin e yáng.
Seguindo este raciocínio podemos deduzir que o (que carece de nome) é o começo de tudo, incluindo o que já se acumulou (Forma) e que pelo tanto possui extremos como o céu e a terra. Noutras palavras: > yin e yáng.
No entanto as combinações ou interacções de yin e yáng [que podem ser nomeadas] criam todas as mudanças que conhecemos na natureza ou as 10.000 coisas. Noutras palavras: > yin e yáng > 10.000 coisas.
Os mais familiarizados com estes conceitos, reconhecerão nisto os conceitos de , Liangyi, Sixiang, Wuxing, Bagua, etc.
Quando a mente está sujeita ao desejo e ao temor, divide, permitindo ver o resultado externo das coisas e fenómenos.
Quando está calma, unifica, permitindo perceber a razão eterna e subtil que está no interior de todas as coisas.
No entanto, no mundo da Forma e do tangível (que descansa dentro do mundo do intangível e que ao mesmo tempo contém o intangível) é impossível estar sujeito só a uma destas formas de existência. Mesmo que a nossa mente brincalhona [mente de macaco lhe chamam os Daoistas :) ] queira mostrar o contrário.
Vemos que o tangível e o intangível estão constituídos pelo mesmo elemento, o . São a mesma coisa com nomes diferentes. Compreender e aceitar as duas formas de realidade é a porta da compreensão de muitas subtilezas.
Tradução e comentário: Larry Ibarra