quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ler – Falar – Escutar – em diagonal……




 

Advirto-te, sejas quem fores…
Tu, que desejas sondar os arcanos da Natureza.
Se não encontras dentro de ti aquilo que procuras…
....tampouco o poderás encontrar fora.
Se ignoras as excelências da tua própria casa,
como poderás encontrar outras excelências?
Em ti se encontra oculto o tesouro dos tesouros!
Homem! Conhece-te a ti mesmo
e conhecerás o Universo e os Deuses.

Tales de Mileto (640 - 550 a .C.) Filosofo –

Matemático – Fundador da Escola Jónica

 

O título desta entrega, representativo da postura de muitos seres tem como resultado, o tracejado da vida, e o desnorteamento de muitos milhões de pessoas.

Vivemos tempos de mudança acentuada, em que crescem: o medo, a insegurança, e em que mingam: a paz interior, a compaixão, e principalmente, a liberdade. Nunca, em época alguma, existiu tão acentuada escravidão, primorosamente camuflada, abrangente a todas as classes sociais e a milhões de pessoas, da qual o ciclo anual que se aproxima é escancarado exemplo.

O conceito Pessoano de que ignorância é sinonimo de inocência, é inocente em si mesmo, mas desajustado dos tempos actuais.

A real postura de inocência apenas perdura numa Irmandade dinâmica e participativa mas totalmente altruísta, nossa meta a alcançar.

Com meios informativos invasivos e de livre acesso (livres, mas não inocentes), conhecem-se aprimoradamente os enredos das telenovelas, a vida privada dos craques de futebol e das estrelas de cinema, as receitas para se tornar belo e sedutor, as fórmulas para enriquecer…..No entanto, todos estes “conhecimentos”, são apenas a ilusão momentânea de anseios subvertidos da essência da nossa missão de vida.

Nesta escola (Terra) de alunos que somos todos nós, muitos Seres passaram de formandos, a formatados, advindo daí as graves sequelas que afligem os seus campos holísticos, desde o físico ao emocional, o psíquico e o mental.

Neste clima de nevoeiro cerrado, onde se percepciona a ansiada luz (nossa procura fundamental), são muitos os atalhos que se trilham, não por inocência….mas por profundo egoísmo….

Busca-se o caminho fácil, os óraculos, as sortes, os milagreiros, paga-se para se ouvir, aquilo que o ego quer ouvir…

Esse mesmo ego que analisa e barra toda informação que chega até nós quando esta não se coaduna com as directrizes já formatadas no nosso corpo emocional. Mas que por vezes, seria essa informação rejeitada que traria as respostas tão procuradas.

Assim, e com a desgastada desculpa de falta de tempo, lê-se pouco, e quando se faz, é em diagonal…

- limita-se o campo expansionista da consciência

- recorta-se a paleta de opções de escolha

- auto - cerceia-se a  liberdade

- promove-se a ignorância  

Ao restringirmos a absorção de conhecimentos àqueles onde o ego se define e realiza, entramos na mais completa submissão à “formatação” materialista, tirania silenciosa que grassa pelo mundo.

Demos voz, à Voz da Alma...

No falar, o “diagonal” é moda! Numa dialéctica condensada de factores abstractos de descomprometimento que visa apenas, a integração mundana e profissional.
Esta postura alarga-se ao plano afectivo e emocional, onde o orgulho, o medo, o preconceito, se tornam factores de desqualificação de prova antes da partida, iniciamos a prova com o resultado viciado, não pelo que realmente somos ou sentimos, mas pelo que nos queremos fazer ser, ou parecer.

Rencontremos a capacidade de ouvir, com o coração….

No ouvir, a na maioria  dos casos esta postura repete-se…do outro, só se capta a deixa que permita falar da própria pessoa…de novo, a premência da valorização e da aceitação do ego, tornam-se barreira de audição.
Aprofundar a capacidade de ouvir torna-se uma benção para todos os intervenientes dado que todos somos mediadores entre o Céu e a Terra, e mensageiros uns para os outros. Qualificar o ouvir ( sem julgamento ou reacção egocentrica) é um dos mais sensíveis  ramais da compaixão.

Queridos Amigos somos emissores e receptores da voz da Consciência Suprema, como célula indivisa, somos a cada momento, o resultado tão só, e apenas, daquilo que emitimos.

Que a nossa intuição nos liberte das amarras limitadores do ego, do medo, e da dependência alheia.... Que pelo trabalho, o estudo, a interiorização, a meditação, possamos reencontrar as vias do conhecimento, e este pauta-se por um hino com dois mil anos “ ama a cada um dos teus irmãos como te amas a ti mesmo”....e que o amar se torne obra....

Podemos assim, adquirir os meios a usar noutra “Grande Obra” alquímica, que é a actual encarnação, que por sua vez nos eleve a uma autêntica vida integrada entre a matéria (impermanente ) e o espírito (perene)

Que o ouvir e o falar, possam voltar a revestir-se da sacralidade  devida, pela veracidade da alma, pelo sentir do coração. Ferramentas de amparo, de partilha, que estejam e sejam, a cada momento, revestidas de Veracidade e Amor.

 Abraço fechado,

A.

 

 


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Ofício da Vida



 
"É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão."

Provérbio Chinês



O ofício da vida, não é o mesmo que viver, e o viver de hoje, pauta-se por um enunciado que deve estar sempre presente, é que vivemos tempos nunca antes registados nos anais dos arquivos históricos comuns.

No termo de um ciclo cósmico de 26.000 anos ( Precessão), toda a radiância universal da qual fazemos parte, deve ser sempre analisada, compreendida e aceite sob esta premissa.

Este ciclo ( salto quântico ), se por um lado coloca a descoberto toda a frágil estrutura sustentadora da civilização atual, por outro, entrega-nos numa “bandeja dourada” os meios de acoplamento à maestria adormecida e à faculdade do seu usufruto.

Pode comparar-se a um processo de renascimento contínuo pela libertação dos conceitos impressos na memória ancestral das nossas múltiplas vidas, e à emersão de saberes e iluminação acumulados nessas vivências pretéritas e paralelas...vivemos tempos de acertos e redenção.

Queridos Amigos, as mensagens exteriores vão rareando, para que cada Ser crie em si, o espaço onde possa escutar a sua própria voz, para tal, basta apenas sintonizar o canal fidedigno que liga cada um de nós ao Imanifestado do qual, somos a expressão manifesta.

O ofício da vida, em essência, é a revelação da simplicidade, nossa busca inconsciente pelo caminho de retorno ao âmago da Unidade. É a capacidade construtiva de transcender as alcabalas da ilusão material, elas também, causa e efeito, da experiência programada.

A vida no seu melhor ofício é a energia expressa em cada luzeiro cósmico, a Chama Trina que todos albergamos no coração – quando desperta, quando consciente, quando presente.



Abraço fechado



A.






A Todos os Anjos do Meu Firmamento




 

A

Cooperação Versus Competição – Parte II



“Humanamente, não existe um ser feliz, sem que o outro também o seja”

René Descartes

 

Neste profundo, e simples pensamento, encontramos a veracidade do altruísmo, que Descartes tão bem defende.


 - Cooperação, contrariamente à competição, é a mais honrosa fasquia pela qual se pode avaliar o grau evolutivo da consciência humana.


 - Competição, é o resultado da maturação de todas as baixas emoções como sejam o ciúme, a arrogância, o orgulho, a inveja.


Na sua forma mais básica, é apenas a satisfação do ego, outra forma de alienação, em que o fim, nunca justifica os meios.


Sempre que exista o impulso competitivo, façamos uma visita ao nosso “porão”, aí encontraremos, naquelas, ou noutras baixas emoções, a mola que o impulsionou.


Queridos Amigos, como já foi dito noutras entregas, a guerra perdurará enquanto não houver paz em cada um dos nossos corações, e a competição deixará de existir quando cada Ser, se amar a si próprio, na íntegra, pois só aí,  “amará o outro como a si mesmo”.


Os Tempos de Mudança correm ligeiros. Terramotos, Furacões, Pandemias, Quebra Financeira.


Muito mais que a expressão física destes acontecimentos em quase todo o globo, é a sua expressão simbólica dentro do nosso Ser, na vivência de cada dia.


São fórmulas de mudança, sinos de alvorada, toque de despertar, para os quais, não há isenções.


A era da desresponsabilização acabou! Governos, Políticos, Igrejas, Gurus, Patronatos, Sindicatos…nada nem ninguém pode assumir a responsabilidade que cabe a cada um individualmente.


Apenas uma postura vai permitir à humanidade ultrapassar estas duras provas, e essa é, o factor cooperativo, autentico, real, fraterno.


O conceito de “caridade” tem que ser elevado ao nível do coração D`Aquele que tanto a apregoou, e Ele, falava apenas de Fraternidade….


Num sistema social onde impere a igualdade, moldada na cooperação e no amor, a caridade…zinha já não faz sentido, pois esta, é o sinal do fosso.


Tantas ideias podem ser postas em prática, na família, no bairro, na cidade, onde cada um esteja inserido.


Que estas, promovam a união e o respeito pelos demais seres que connosco convivem, pelo planeta, e pelos meios existentes.


Porque isto, meus amigos:


- é trabalho consciencial


- é vivencia espiritual


- é ascensão



  A.

 

 

 


Cooperação Versus Competição – Parte I




 No trabalho, na família, na escola, na amizade e até no amor, a competição tornou-se numa névoa que a tudo premeia e envolve.

A competição adquiriu as características de um vírus mutante, destruidor, que limita o saudável crescimento das raízes humanistas do homem.

Esta toxina ou veneno que é o significado da palavra vírus, está tão disseminado nas suas variantes (mutações) que se integrou no nível celular do seu hospedeiro, o ser humano.

"Divide et regna" – dividir para reinar, o lema dos aguerridos Macedónios é a estratégia oculta da competição.

A apologia desta forma de estar e ser, é comum nos meios onde se pretende atingir um determinado fim, através do uso e abuso das apetências ou fraquezas, de outro, ou outros seres humanos.

São muitos os que acreditam que a competição é factor determinante para o desenvolvimento civilizacional, “que a humanidade nunca chegaria onde está hoje sem o estimulo da competição”….

Queridos amigos…mas, aonde é que chegou a humanidade?...Em que espelho podemos reflectir o nosso olhar e sentirmo-nos participantes dum sistema civilizacional evoluído, justo, igualitário, compassivo, fraterno?

- A poderosa industria das armas (da qual são beneficiários directos muitos dos dirigentes mundiais) promove por todos os abjectos meios, a discórdia entre povos, a avareza, o medo infundado, a falsa informação (que outra poderosa força, os media, dissemina), promovendo o ódio racial e interesses subjacentes que levem à guerra – e devido a isso milhões de pessoas vivem em atroz sofrimento, a que outros tantos milhões assistem sem reacção.

Quantos outros exemplos poderiam ser aqui retratados, mas a intenção destas referências, é apenas o alerta.

A mensagem subliminar que dá força a todos estes poderes é a competição, seja na sua faceta directa, seja na sua faceta indirecta.

Na sua faceta directa ou exposta, utilizada pelo grupo social onde o ser está inserido temos por exemplo:

- A apologia da guerra (cujas verdadeiras motivações estão sempre camufladas)

- As arenas, chamados estádios desportivos, onde diariamente se plasmam as emoções mais básicas e menos positivas do ser humano

- A luta desregrada pelo reconhecimento profissional ou poder aquisitivo. Neste caso, reparem que a competitividade exacerbada promoveu a área industrial e tecnológica a patamares de autonomia em desfavor do próprio homem e à sua dispensação das áreas laborais.

A outra faceta da competição, a indirecta, mas não menos nociva, é aquela que começa no pré-escolar e dentro do seio familiar, onde se insere nas personalidades em formação, desde a mais tenra idade, não o sentido da cooperação, mas o da competição.

O vírus, o veneno, vai sendo absorvido no seio familiar, nos infantários, nas escolas, onde o desenvolvimento, a percepção e a sensibilidade da criança vai estar constantemente a ser posta à prova. Pelo processo de comparação com os “feitos” dos outros, a criança – adolescente, futuro adulto, vai perceber, que a sua valorização não depende de que dê o seu melhor, mas sim que ultrapasse o outro!...a qualquer custo….

Num sistema de ensino massificado, sem qualquer respeito pela diferença natural das aptidões de cada um, criamos o “bom” e o “mau”, carimbo que  muitos seres adquirem quase ao nascer e que vai moldar carácter e auto-estima.

E assim, e em muitos casos, a bondade natural é substituída pela crueldade

A auto-aceitação e estima é substituída pela rebeldia e desrespeito pelos outros.

A harmonia em todos os campos do Ser é abalada, por vezes, de forma irreparável.

Em variedade de mutações, o vírus da competição vai modelando guerreiros em duelos sem glória.

A obra é grande, premente, em que cada mão, saber, mente, coração, tem o seu lugar e função, que apenas se poderá concretizar, numa simbiose perfeita, manifestada pela cooperação.

 
 

A.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ao Ancião dos Tempos - Evening Star




Luzeiro da noite,  viajante dos céus

Guardiã dos sonhos de sombra ausente

Lar ancestral dos primevos redentores

Luz esculpida na matriz de Deus

De cada aurora és sempre a primeira

Musa incandescente de poetas e trovadores

Em teu colo adormecidos e renascidos

A.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A divina ordem

Repasso

Os anos passam velozes... e o trem da vida continua sua viagem ritmada, quase rotineira; há os que sobem para mais uma etapa de aprendizado e há os que dele desembarcam, sempre no lugar correto e na hora certa. Há infinitos encontros. Muitos passageiros se cruzam como que por encanto a bordo do trem da vida, seja para continuar harmoniosamente algo começado em outra época, em outra composição, seja para resgatar algo que era preciso, que estava combinado em outra dimensão e que precisava ser trabalhado, resolvido, compensado.
Existem viagens longas, cheias de experiências de todos os tipos e matizes e outras bem curtas, realizadas por almas nobres que se doam, que vêm pra trazer a paz e a luz a famílias em conflito ou somente distraídas, distantes da graça e da essência da vida, talvez incapazes de se desvencilhar com suas próprias forças de hábitos e valores obsoletos e limitadores, ou somente distantes da Unidade, da Divindade que todos carregamos em nosso peito.
Ao afastar-se abruptamente de nosso convívio, esses espíritos de Luz deixam inicialmente uma tristeza enorme, uma dor que parece não ter fim, no entanto, sua presença e exemplo serão a semente da transformação, da vida nova para muitas e muitas pessoas.

Tudo está em divina ordem, nada há de errado naquilo que acontece com a gente e à nossa volta, ainda que muitos achem uma grande injustiça a "perda" de jovens em pleno desabrochar, na flor da vida e de adultos capacitados, produtivos, iluminados e responsáveis... Na verdade, nada se perde e essas Almas seguem vivíssimas em outro plano, livres das amarras limitadoras do corpo físico, formando com sua energia cristalina um Todo vibrante, primoroso, magnífico.
Não faço idéia do porquê estou escrevendo sobre isso, mas o que escrevi deve ter endereço certo.
Lembro-me ainda de quando -anos atrás-, questionava o mentor durante as reuniões semanais de um grupo de estudos espirituais, aqui em São Paulo, ou o médium de cura da Casa de Luz Takamura, sempre em busca de umas palavras, confirmando o milagre repetidas vezes realizado antes que "salvasse a vida" de pessoas gravemente enfermas de nosso grupo.
As respostas eram invariavelmente ambíguas, pois nos diziam que aquelas pessoas estavam evoluindo favoravelmente e que tinham praticamente conseguindo curar seus males, "passando de fase"... sendo, no entanto, que as doenças se alastravam mais e mais e as condições de saúde não nos davam mais esperança alguma.

Um belo dia, entristecido e desanimado, desabafei com o mentor, dizendo que tudo que estávamos fazendo tinha sido inútil, pois as pessoas estavam "nos deixando".
O retorno foi aquele do professor bondoso para com o aluno meio bronco que ainda se encontra no começo do aprendizado: "Meu filho, as pessoas que vocês chamam de doentes estão bem, ótimas. Resolveram os problemas que vieram lapidar na Terra. E o que vocês chamam de morte é uma simples passagem, uma volta para casa, uma mudança de endereço vibracional. O que o grupo fez foi vital para a evolução delas. Sim, estão curadas".
Sim, amigos, finalmente agora tenho certeza: estão curadas, estão bonitas e estamos em contato; quantas vezes as pessoas queridas que mudaram de plano nos fazem visitas durante o sono, nas projeções extrafísicas noturnas, interagindo conosco, mostrando um renovado brilho no olhar, uma vitalidade contagiante e alegria profunda. Não estamos simplesmente "sonhando" com elas, podemos senti-las, abraçá-las, tocar suavemente suas almas com nossas mãos de energia, com nosso corpo astral.

É sempre bom lembrar que é o espírito imortal quem organiza e molda a estrutura, as feições e características do corpo físico, o qual, com o afastamento da Alma, retorna mais ou menos rapidamente à terra de onde veio, à natureza da qual faz parte, para ser reciclado e novamente servir de matéria-prima para outros seres que virão. É magnífico perceber que a beleza real não está no átomo, o tijolinho à base de toda a Criação, e sim na centelha divina que consegue organizar, ordenar e fazer funcionar esses tijolinhos em total harmonia, gerando um campo de energia esplendido, criando -é a palavra mais adequada-, o veículo ideal para a viagem das Almas no planeta azul.

Bom, se somos espíritos encarnados, e não apenas meros corpos perecíveis, como podemos estar tão separados de nossa real natureza divina, a ponto de viver na ilusão, na separação, na escuridão e no medo? Nossa caminhada não termina aqui, vara toda a eternidade, todas as dimensões, das mais densas às mais sutis, onde somente reina a perfeição do Amor Verdadeiro, onde nossa consciência é una e é Luz pura, que jamais pode ser contaminada, corrompida, maculada.

Vamos deixar os medos, a ignorância e as necessidades materiais em seus devidos lugares e começar uma Jornada inesquecível, que abrirá as portas à beleza infinita que nos espera? Nada iremos carregar de palpável conosco na hora de deixar nosso corpo por aqui, somente a consciência desperta, a personalidade depurada, as experiências positivas em todos os campos, em todos os Reinos e deixando nossa marca, nossa preciosa contribuição no inconsciente coletivo, a Web Cósmica que continua em incessante evolução, graças também à nossa contribuição...

Acaba de vir um roteiro rápido, "vapt-vupt"
Simplesmente... SENDO
BUSCANDO
CUIDANDO
PERCEBENDO
PERDOANDO
MEDITANDO
ENCANTANDO-SE
AGRADECENDO
CELEBRANDO
CONTEMPLANDO
AMANDO O OUTRO COMO A SI MESMO

AUTOR : desconhecido

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

S/ Título



Não acorras ao apelo da minha Alma, permite-me...seria uma graça...quiçá um dia... desfrutar do apelo da tua, em que sem norma, hora ou obrigação, sinta a alegria do teu Ser, apenas e só pelo desejo  da vibração uníssona, que as vozes irradiam.
Não iluda a tua compaixão, o eventual ciciar das minhas lágrimas nas fibras sensíveis do teu coração, pois aquelas são, um corolário de alegria e gratidão
Como te posso explicar  que nada existe que me possas dar, talvez, e apenas ... que eu te possa saber em paz, em harmonia, feliz.
Como perceberes que esta ligação não é deste mundo, que a matéria, não tira nem põe grau ou intensidade a este fogo ardente, antigo e profundo, de Deus, um presente.
O que preciso está no ar que respiro, pois é o mesmo que te permite respirar, e o que mais preciso está no éter, lousa do supremo escultor que me ensinou a essência do amor.
Quando, e o que dás de ti, é uma chuva de água viva, que rega assim mesmo os meus campos pelos sagrados canais que nos unem.
O céu tal como o amor, tem razões que a razão desconhece e como tal a incompreensão do inconcebível, e impossível, pois assim se expressa a omnipotente e infinita sabedoria divina.
Eu sempre estarei nos sulcos de mel  do teu olhar,  na graça do teu sorriso infantil, no trigo que com teu verbo agitas, e sou, também, graal do amor que aos demais dedicas... na aparente diferença...tempo, espaço, separação ilusória...

 


terça-feira, 25 de outubro de 2011

AUM, AOM, OM, Mestre Omraam

A Alma e o Mar


 Quando derramas o olhar  além da orla do mar

Soletras a virtude da magna  língua universal

Coral refulgente, frágil, que por ti se eterniza



Alma do cristal que em meu peito se aninha

Nunca deixes de olhar amorosamente o mar

Fonte do meu beber, ponte, do meu ao teu ser



A.

25 de Outubro de 2011









sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Aceita o Bem


Aceita o Bem
Do Sol  presente no meio do nevoeiro
E em tempo de seca, a chuva ausente
Aceita o Bem
Da guerra, fecunda de dor, estágio do guerreiro exterior
No voto inconsequente moldado na mágoa de tanta gente
Aceita o Bem
Do palco resumido, que é nesta vida, o opressor ou o oprimido
Na face obscura, que de tanto bem, veio ser a deixa de outro actor
Aceita o Bem
Do que macula o seu olhar de cobiça e desamor, é o cego que te permite ver
Dos ciclos agrestes da vida, dos vividos e por viver, pois são aqueles que dão flor
Aceita o Bem
Das lágrimas ardentes, apelo e glória do teu cansaço que em meu regaço desagua
Da contra face do meu amor omnipresente,  no múltiplo ser, que contigo partilha, o seu, e meu SER

 

21 de Outubro 2011




Um dia o Sol vai brilhar, acredita...


....Eu já vi esse olhar tantas vezes
Eu sei que existe tristeza em seus olhos
Sua vida é como um poço dos desejos
Para onde vai, só o tempo dirá
Mas um dia o sol vai brilhar em você
Transformar todas as suas lágrimas em riso
Um dia todos os seus sonhos podem se tornar realidade
Um dia o sol vai brilhar em você....

sábado, 15 de outubro de 2011

Pensamentos



Do som a melodia

Do vento a acção

Do vazio a razão



Amar, não é sentimento ou emoção



É luz no seio da escuridão

É o perfume  do  deserto

É o poder da absolvição



Amar não é dar ou receber, mas partilhar



A dádiva de se ser o que é

A letra da tua canção

A lágrima que resgata



Amar, não é corpo ou obrigação



Mas sim fogo ardente

Que eleva o presente

Às oitavas de Deus Mãe



Amar,  é tão só a capacidade do teu Centro Sagrado reflectir a Luz, tua escolha, e opção.



A.

15 de Outubro de 2011


A Alma na música

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cidade

http://player.vimeo.com/video/21698583

Reaprendendo a ver esta cidade tão bela e profunda

Libertação Versus Crise





O Céu, alerta – O status quo





O pensamento individual afecta o todo!

Das mais variadas formas este ensinamento tem sido repetido nos últimos anos, no entanto, é um dos menos assimilados pelos seres humanos.

Dentro do contexto sócio – político – financeiro que parte da humanidade vivencia, gerou-se uma poderosa arma, o pessimismo/negativismo! Actuante e propagado de forma peremptória, o que o torna uma espécie de bloqueador anímico e espiritual.

Este, é o elemento tóxico de que milhões de pessoas fazem uso diariamente, de forma irracional e inconsciente, contribuindo de forma sistematizada para a decadência energética global. E os impérios da escuridão, aplaudem...



Fernando Pessoa diria que “a crise é sempre mental”....



Na espiral evolutiva de movimento contínuo e ascendente, do qual o ser humano não se pode desligar, esse estágio foi há muito ultrapassado, a crise única, e promotora de todas as crises, é a espiritual...



- O Império financeiro mundial, qual gárgula insaciável que sentencia nações, povos, culturas, como se estes fossem meras peças num tabuleiro de xadrez, foi gerado pela ambição individual dos homens, dos quais, entretanto, tomou o domínio



- O Império do poder destrutivo (armas – guerra – genocídios bárbaros) que alastra a todos os cantos do planeta, disfarçado grotesca e grosseiramente de defensor da ordem e da paz mundial, gerou-se e alimenta-se, na incapacidade individual dos homens, de vivenciarem a unicidade, e a fraternidade



- O Império das drogas (das legais e das ilegais) ambas no topo do ranking dos impérios financeiros, quais gémeos discordantes em vias paralelas, que fomentam a viciação dos corpos.

As primeiras, valem-se de mega-campanhas de marketing estimulando o medo e o culto da doença, cujo resultado é a percentagem nunca vista de seres humanos com dependência farmacologica sem terem diagnóstico de doença física ou psíquica

As segundas, por acção directa, atacando os seres humanos na fase da estruturação dos seus corpos físico, emocional e mental, destruindo literalmente estes corpos.

Em ambos os casos, a infiltração facilitada destes agentes de dependência destrutiva só é possível, quando na sociedade, na família e no indivíduo, o corpo espiritual se encontra adormecido.



- O Império da “mídia”, enganadoramente social ou informativa, criadores e promotores não da realidade formal e isenta, mas de realidades dicotómicas propícias ao núcleo do seu poder manipulativo, centrado num pequeno grupo  de magnates da informação, com ramificações directas aos demais impérios aqui mencionados. A mídia, a nível mundial, tornou-se o impressor da robotização pensénica, que de forma directa, e ainda subliminar, modela os factos, de forma a que se tornem apetecíveis, ao desarmonizado campo emocional da maioria dos seres humanos, tornando-os previsíveis e controláveis. A harmonização do corpo emocional, apenas é possível através do trabalho assíduo e individual, da expansão da consciência (Espírito)



O caminho evolutivo do campo espiritual do homem é irrevogável! As experiências (razão de cada encarnação), são para serem vividas, o seu ensinamento assimilado e transmutado na espiral ascensional.

Queridos amigos, cabe a cada um de nós a sua quota-parte de despertar, de libertação de qualquer uma destas dependências, ou de todas elas. Apenas pela elevação vibratória (expansão consciencial) de todos nós, poderemos transmutar esta grande prova do nosso Campus Planetário à qual chamamos crise, criada, fomentada, e gerida por poderes, a quem outorgamos o nosso poder.



Abraço de Paz e Luz



A.



13 de Outubro de  2011


















sábado, 8 de outubro de 2011

Terra Madre



Tirei a venda da pressa e olhei a terra
Como se fosse dia em noite serena
Colcha a tinta desenhada, e toda ela
É sacra e profana é escultura e poesia
Alma de Orfeu que nela se derramou

Senti os teus passos, Pessoa
Contados, precisos, quanto o teu saber
Em cada linha a expressão do teu viver
Face austera... mescla única, simbiótica
Formula alquímica da compreensão

Terra Madre, âncora e direcção
Difamada de dura, equidistante
Ferida, no teu coração pulsante
Que dás vida a quem não a tem
E clareias a Alma dos que abrigas

De névoas, medos,  escuridão
Apanágio do homem, da sua dor
Que evola em sopros de desamor
Peça rude, da bancada de alquimia
Que é a Terra, síntese da sabedoria


A.


5 de Outubro de 2011

O amor é o nosso destino




A última noite foi de insónia total como há muito não experimentava, remoí e voltava a remoer as causas, num crescendo de paz imensa que inundava o meu coração.  Atribuí culpas ao café, ao calor, e sorria... e a paz crescia... e sem mais nem porquê, senti o vulcão, ou melhor eu era o vulcão... cascatas de lava de fogo celeste,  extensões do próprio coração percorriam o mundo, engrossavam fileiras doutros tantos seres, em que se fundiam. Em sinfonia de luz e cor, este rio de amor percorria o mundo curando todas as fendas das cavernas do desamor.

Aleluia, Aleluia

2 de Outubro 2011